CURA NA SINAGOGA

Jesus estava ensinado

Numa certa sinagoga

Quando em meio àquela gente

Entra uma mulher doente,

Sofrendo horrivelmente.

Sua causa Ele advoga,

Do seu mal a libertando.

 

A mulher que era encurvada,

E isto há dezoito anos,

Por espírito opressor,

Conseguindo em pé se por,

Deu a Deus todo louvor.

Mas o líder desumano

Não apreciou foi nada

 

E ficou até zangado

Pois quebrar a liturgia,

Era algo acintoso;

Da lei sendo cuidadoso,

Deixou de ser amoroso,

E em completa hipocrisia,

Age tão equivocado.

 

Triste religiosidade

Onde o que é mais importante

Nunca é considerado.

Os valores são trocados,

Não há significado

Em ter vida abundante,

Em viver em liberdade.

 

Religião de aparência

Segue liturgia morta;

Ficam vidas conformadas,

Ao diabo aprisionadas,

Caminhando encurvadas,

Com postura toda torta

Religião de incompetência.

 

Mas Jesus entrando em cena

De maneira poderosa

Vem concede o livramento

De anos de sofrimento,

Transformando o lamento,

Em alegria ruidosa,

E a religião, condena!

 

Mostra a todos claramente

O que é mais importante:

Não são coisas, nem sistemas,

Que devem tornar-se lemas,

Pois se transformam em algemas;

Veja bem seu semelhante,

Trate-o prioritariamente.

 

Só Jesus Cristo restaura,

E a vida endireita!

Venha a Cristo sem demora,

Vem a Cristo mesmo, agora,

Ele o mal vai jogar fora,

A prisão será desfeita

Vida nova em ti instaura.

 

Gilberto Celeti

 

“…Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus……Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abrãao, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (Lc 13.12,13,16).

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MONTES E VALES – CELEBRAÇÃO E INTERCESSÃO

São o riso e o choro dois ingredientes
Que no coração e no rosto estão presentes,
Não importa o local ou circunstância,
Há motivos para tê-los em abundância.

Há momentos tão sublimes nas montanhas
Quando a paz de Deus enche nossas entranhas
E no gozo da sua doce e real presença
Descobrimos que servir a Deus compensa.

Há momentos lá no vale mais escuro
Quando o sofrimento é um fato muito duro
Que chorar se torna então a alternativa
Pois não há esperança e nem perspectiva.

Há no vale rebeldia e egoísmo
E o pecado que arrasta para o abismo,
É impossível não ouvir tanto gemido,
De um povo escravizado e oprimido.

Mas não é só alegria que há no monte,
Quando diante de Deus inclina-se a fronte,
E choramos por todos que estão perdidos,
Pra que encontrem o Caminho, arrependidos.

E no vale mais sombrio há alegria,
De poder servir a Deus sendo um guia,
E poder testemunhar que há vida em Cristo,
E de ver que há muitos que estão crendo nisto.

Vou mantendo o equilíbrio na jornada
Para ter no monte a face iluminada,
E no vale desfazer a escuridão
Pra que em Cristo achem alguns libertação.

Eu não quero andar somente na montanha
Pois no vale a carência é tamanha.
Lá no pico o gozo da celebração…
E no vale o gemido da intercessão…

Gilberto Celeti

“Naqueles dias, Jesus se retirou para um monte a fim de orar; e passou a noite toda orando a Deus… Quando desceu… Jesus parou num lugar plano, onde havia um grande número de seus discípulos e também uma grande multidão… Eles tinham vindo para ouví-lo e serem curados das suas doenças; e os que eram atormentados pelos espíritos imundos ficavam curados. E toda a multidão procurava tocá-lo, porque dele saía poder que curava a todos”. (Lucas 6.12-19)

ESTILO DE VIDA

Há um jeito de viver
Pra si mesmo, egoísta,
Nunca suporta perder,
Totalmente exclusivista;

Quer sua vida por a salvo,
Não importa qual o custo.
Outro vive, cujo alvo,
É andar de modo justo,

Totalmente altruísta,
Com si mesmo não se importa,
Vive como idealista,
Que ao seu ego sempre aborta.

Qual é pois o seu estilo?
Buscar vida e encontrar morte?
Ou de modo bem tranquilo
Morrer para então ser forte?

“Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salva-la-á” (Lucas 17.33)

ACOMPANHANTE OU SEGUIDOR?

A grande multidão embevecida
Estava a Jesus acompanhando,
Que com a fama nunca se importando,
Deixa a verdade bem estabelecida,

De quem de fato é seu seguidor:
Não pode ser discípulo jamais,
Quem ama mais a si ou a seus pais,
E aos laços familiares dá valor,

Acima do valor que dá a Cristo;
Ou quem aos seus projetos pessoais,
Entrega-se com avidez, cada vez mais,
E que não quer na cruz jamais ser visto;

Ou quem não quer deixar tudo que tem,
E que se apega à sua posição,
Não quer do seu status abrir mão,
O ser, prazer e o ter lhe fazem bem.

Não pode ser discípulo, entenda,
Quem não calcula o custo e assume!
Seguir a Cristo nisto se resume:
Tomar a cruz e andar com Ele a senda!

A senda da renúncia, que é estreita,
A senda da total submissão,
A senda de quem a si diz um não,
Que faz da obediência a sua empreita.

Obediência sempre à verdade,
Que na Palavra já foi revelada,
Que deixa Deus em si fazer morada,
E em Cristo tem total felicidade.

Aqui se buscam condecorações,
A fama, o respeito, a simpatia,
Aquilo que pode dar alegria,
Mas que não passam de vãs ilusões.

O que importa mesmo é um dia,
Ouvir a voz de Deus dizendo assim:
Foste fiel meu servo, entra enfim,
No reino do Senhor. Oh! Que alegria!

Gilberto Celeti

“Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse: Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar” (Lucas 14.25-27).