salmo 119 -verso 101

“De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra.” (Salmo 119:101).

Há uma frase muito conhecida do evangelista Dwight Lyman Moody (1837 – 1899), que foi grandemente usado por Deus no século 19, que, conta-se, ele havia escrito na primeira página de sua Bíblia: “Ou este livro me afasta do pecado ou o pecado me afastará deste livro.”

No início do Salmo 119, o salmista já havia escrito: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. De todo o coração te busquei; não deixes que eu me desvie dos teus mandamentos. Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti.” (Salmo 119:9-11).

Na oração chamada de sacerdotal, Jesus pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico, para que eles também sejam santificados na verdade.” (João 17:17-19). Andar neste mundo, desviando os pés do mau caminho, é um andar em santidade, um andar na verdade, um andar de acordo com a Palavra.

A triste realidade humana é que, sem exceção, todos nascem com a natureza pecaminosa, nossa herança em Adão, e Davi, em sua oração de confissão e arrependimento expressou nitidamente esta verdade: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe.” (Salmo 51:5). E foi Davi também quem escreveu: “Os ímpios se desviam desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.” (Salmo 58:3).

É muito importante ter a verdade bem clara em nosso coração e pensamento – nascemos e andamos, imediatamente, no caminho mau, no caminho do pecado. E a realidade descrita pelo profeta Isaías e também confirmada pelo apóstolo Paulo é que “os pés correm para o mal, são velozes para derramar sangue inocente”. (Isaías 59:7) e (Romanos 3:15,16). Não se trata de nos desviarmos do bom para o mau caminho. Não. Já nascemos no mau caminho e o que precisa acontecer é exatamente nos desviarmos do mau para o bom caminho, para o caminho santo.

Por causa desta realidade há uma ênfase na Palavra de Deus, quanto ao ensino do caminho certo e bom para os que são pequeninos. Veja por exemplo:

  •  O que o Senhor fala a respeito de Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene aos seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo, para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que lhe prometeu.” (Gênesis 18:19).
  • O que o Senhor recomenda à nação de Israel: “Tenham o cuidado de fazer como o Senhor, seu Deus, lhes ordenou. Não se desviem, nem para a direita nem para a esquerda. Andem em todo o caminho que o Senhor, seu Deus, lhes ordenou, para que vocês vivam, para que tudo lhes vá bem, e para que se prolonguem os seus dias na terra que irão possuir.” (Deuteronômio 5:32,33). E no capítulo 6, logo em seguida, temos o mandamento de Deus para os pais inculcarem nos filhos a Palavra de Deus.
  • O texto que sintetiza toda esta verdade: “Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.” (Provérbios 22:6).

Toda a história bíblica demonstra o fato da miséria humana em guardar e obedecer a Palavra do Senhor, em desviar os seus pés do caminho mau. Sempre foram poucos os que agiram em conformidade com o Eterno Deus. Neemias, no tempo do cativeiro de Israel, sendo um homem que submeteu-se à Palavra do Senhor e foi usado por Deus quando do retorno do povo para a sua terra, tendo se empenhado para a reconstrução dos muros de Jerusalém, reuniu um dia os filhos de Israel para juntos lerem a Lei do Senhor, uma quarta parte do dia e na numa outra quarta parte dedicarem-se ao arrependimento, confissão de pecados e adoração ao Senhor. Numa oração feita nesta ocasião, é tocante a confissão reconhecendo as falhas da nação ao longo de séculos, e a maneira como Deus usou de misericórdia.

Ao lembrar da dureza de coração dos israelitas, quando andaram pelo deserto, inclusive do episódio tão triste, de fundirem um bezerro, mostrando seus corações rebeldes e cometendo grandes blasfêmias, nesta oração que foi registrada por Neemias, podemos ler: “Mas tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os abandonaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se afastou deles durante o dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo durante a noite, para iluminar o caminho por onde deviam seguir. E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar.” (Neemias 9:19,20). O fato é que a nação como um todo, não deu ouvidos ao ensino do Espírito, mas alguns foram pelo Espirito ensinados, e isto foi assim em todos os períodos e épocas. Como havia acontecido no tempo de Elias, quando Deus consolou o profeta que sentia-se só no seu andar com Deus, desviando-se do mau caminho, no entanto Deus lhe disse: “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou.” (1 Reis 19:18).

Todos os profetas, em toda a história, sempre exortaram o povo para se arrependerem dos seus maus caminhos e voltarem-se para Deus. Cada um deles, a seu modo, sempre falou da mesma maneira que Isaías: “Que o ímpio abandone o seu mau caminho, e o homem mau, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. ‘Porque os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos’, diz o Senhor. ‘Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos são mais altos do que os pensamentos de vocês.’” (Isaías 55:7-9).

O salmista encontrava-se entre estes “sete mil” de sua época, que deu ouvidos e foi conduzido pelo Espírito Santo, para atender à Palavra do Senhor e ter condições de desviar os seus pés do mau caminho, por isso afirmou: “De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra.” (Salmo 119:101).

O rei Davi, homem segundo o coração de Deus, pediu em sua oração: “Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; põe em meu coração o desejo de temer o teu nome.” (Salmo 86:11). Deus é quem age no coração. E o mesmo Davi, no salmo mais conhecido e amado, assim se expressou: “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” (Salmo 23:3). Que preciosa consciência é esta: o Senhor, por amor do Seu Próprio Nome é quem nos conduz no caminho da justiça. Em nós mesmos, somos falhos. Dependemos dEle.

E, profeticamente falando, temos textos do profeta Isaías que apontam um caminho futuro, quando a promessa da vinda do Redentor prometido por Deus se cumpriria:

  • Isaías 35:8: “E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco.”
  • Isaías 53:4-6: Sobre este Salvador lemos: “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.”
  • Isaías 30:21: “Quando vocês se desviarem para a direita ou para a esquerda, ouvirão atrás de vocês uma palavra, dizendo: Este é o caminho; andem nele.”

Quando no final de seu ministério terreno, nos capítulos 13 a 17 do evangelho de João, temos um relato maravilhoso de uma conversa de Jesus com os seus discípulos, quando ele anuncia sua partida e deixa instruções preciosas. Foi nesta ocasião que Jesus lhes disse: “Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês. E, quando eu for e preparar um lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, vocês estejam também. E vocês conhecem o caminho para onde eu vou. Então Tomé disse a Jesus:  Não sabemos para onde o Senhor vai. Como podemos saber o caminho? Jesus respondeu:  Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:1-6).

Esta afirmação de Jesus, dentre outras em que Ele diz: EU SOU, revelam a Sua divindade e, ser ele o Salvador Prometido. Neste momento Ele se apresenta como o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA. Ele é o único caminho, o caminho exclusivo, não existe outro meio de aproximação a Deus Pai, senão por meio de Cristo. Ele é cumprimento de todas as profecias. Ele é que tomou sobre si toda a culpa e a iniquidade, na cruz, daqueles que nEle creem. E por Sua ressurreição e ascenção ao Céu, tornou-se o Advogado e sumo sacerdote do seu povo. Lemos em Hebreus: “Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura.” (Hebreus 10:19-22).

Na conversa com seus discípulos, registrada por João, Jesus também lhes ensinou: “Quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará em toda a verdade.” (João 16:13). Todo o Novo Testamento traz o registro de homens que escreveram sendo conduzidos pelo Espírito Santo. Tudo quanto precisamos para a nossa caminhada, agindo como o salmista, para do todo o mau caminho desviarmos os nosso pés, para observar a Palavra do Senhor está à nossa disposição, assim como a própria ação do Espírito Santo em nossos corações e mentes. E o desafio é este: “Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver (a andar) nele.” (Colossenses 2:6).

No início da história da Igreja, temos alguns versículos no livro de Atos que indicam algo muito significativo – os primeiros cristãos eram chamados os DO CAMINHO, como lemos em Atos 9:1,2: “Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, tanto homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.”

Precisamos voltar a ser conhecidos assim, como os DO CAMINHO e que a semelhança do salmista cada um de nós afirme: “De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra.” (Salmo 119:101). E isso é possível por estarmos no Caminho, na Verdade e na Vida, que é o próprio Senhor Jesus. Andemos nELE, no poder do Espírito Santo. Amém!

SEMPRE EM CRISTO, O CAMINHO

Vou seguindo no caminho…
Cada dia estou mais perto;
Não me iludo com paisagem,
Deste mundo tão incerto.

É o lar celeste e santo
De Deus Pai o meu destino,
Não me iludo com este mundo,
Sou aqui um peregrino.

O que sou e o que tenho
Foi por Deus galardoado,
Não me iludo com riquezas
Delas sou desapegado.

Muitos deixaram pegadas
Pois seguiram só a Cristo,
Sigo pois, confiantemente,
Imitando-os sempre nisto.

E o grande privilégio
É viver, mas não sozinho,
O Espírito me guia
Sempre em Cristo o caminho.

salmo 119 – verso 100

“Sou mais entendido do que os idosos, porque guardo os teus preceitos.” (Salmo 119:100).

Nesta 13ª divisão do Salmo 119 (versos 97 a 104), com todos os versículos iniciando com a 13ª letra do alfabeto hebraico (letra ‘MEM’) o salmista vem destacando a preciosidade e a operosidade dos preceitos e mandamentos do Senhor, que são uma verdadeira fonte de onde flui a sabedoria e o conhecimento, semelhante a uma fonte de água de um manancial abundante e profundo, a jorrar, que é um dos significados da palavra ‘MEM’. Isto é maravilhoso.

O salmista começou falando do seu amor à Palavra de Deus, sua meditação diária (97), e por ter a Lei de Deus sempre consigo, tornou-se mais sábio que os inimigos (98), por meditar na Palavra, praticando-a, tornou-se mais sábio do que os mestres (99) e agora chegamos nesta sua afirmação de ser mais entendido do que os idosos, por guardar os preceitos do Senhor (100). Todas estas bênçãos são reais por procederem da Palavra de Deus. Não se trata de algo que vem do próprio salmista. Ele, entregue a si mesmo, sem a ação da Palavra do Senhor em sua vida, não seria nada. O que se destaca aqui não é o salmista, e sim a Palavra de Deus. Isto tem que ficar bem claro.

E paremos por um instante para examinar este Salmo 119 como um todo. Que riqueza, que sabedoria, que conteúdo, que arquitetura na colocação dos 176 versículos, todos eles exaltando o Eterno Deus e a Sua Eterna Palavra. O autor deste capítulo foi um instrumento sábio e maravilhoso nas mãos do Senhor, exatamente por seu amor e submissão ao Senhor e à Sua Palavra. E esta atitude também lhe deu a condição de dizer: “Sou mais entendido do que os idosos, porque guardo os teus preceitos.” (Salmo 119:100).

No livro de Jó, que é considerado o mais antigo da Escritura Sagrada, temos uma pergunta muito oportuna: “Está a sabedoria com os idosos? Será que a longevidade traz o entendimento? Com Deus estão a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.” (Jó 12:12,13). Sem nenhuma dúvida, ouvir o que os idosos tem a dizer é da mais alta importância e eles têm muito mais sabedoria do que os mais novos, mas a verdadeira sabedoria mesmo está com Deus, e quem busca esta sabedoria pode sim, ficar mais entendido que um idoso que não a busca.

O livro de Jó nos dá também uma ilustração preciosa sobre uma pessoa mais jovem que teve mais sabedoria do que os idosos. Uma parte substancial do livro de Jó traz o relato dos acontecimentos que vieram sobre Jó e toda a longa conversa de Jó com três de seus amigos, que ao final “pararam de responder a Jó, porque ele se considerava justo.” (Jó 32:1). Foram registradas estas conversas em 31 capítulos.

No capítulo 32, entra em cena um outro homem, chamado Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão. O texto afirma que ele “ficou indignado contra Jó, porque este pretendia ser mais justo do que Deus. Eliú também ficou irado com os três amigos de Jó, porque, mesmo não tendo o que responder, eles o condenavam.” (Jó 32:2,3). Como Eliú entrou na história nós não sabemos, apenas somos informados que ele vendo que os argumentos dos três amigos de Jó haviam cessado, passou a falar. E observe quão interessante é esta porção da Bíblia:

 “Eliú, porém, havia esperado para falar a Jó, pois os outros eram mais velhos do que ele. Quando Eliú viu que aqueles três homens já não tinham o que responder……… tomou a palavra e disse: Eu sou de menos idade, e vocês são idosos. Por isso, tive receio e fiquei com medo de dar a minha opinião. Pensei assim: ‘Que falem os que têm mais idade, e que a multidão dos anos ensine a sabedoria.’ Na verdade, há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso lhe dá entendimento. Os de mais idade não são os sábios, nem são os velhos os que entendem o que é reto. Por isso digo: Escutem o que vou dizer, e também eu darei a minha opinião.” (Jó 32:4-10).

Temos em seguida, finalizando o capítulo 32 e prosseguindo até o capítulo 37, as palavras proferidas pelo Eliú. O surpreendente é observar que após as palavras de Eliú, a partir do capítulo 38, quem fala é o próprio Deus, um texto de uma profundidade e beleza inigualável, que acaba levando Jó a se prostrar humildemente diante do Senhor, levando-o finalmente a dizer a Deus: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado………… Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:2,5,6).

Lemos também que o Senhor repreendeu os três anciãos, quando disse a um deles, o Elifaz: “A minha ira se acendeu contra você e contra os seus dois amigos, porque vocês não falaram a meu respeito o que é reto, como o meu servo Jó falou.” (Jó 42:7). E quanto a Eliú? Suas palavras, embora fosse mais jovem que os outros três, acabaram dando espaço para que Deus mesmo falasse com Jó. Sem dúvida Eliú poderia muito bem afirmar como o salmista: “Sou mais entendido do que os idosos, porque guardo os teus preceitos.” (Salmo 119:100).

Neste versículo 100, estamos diante dos idosos, e há uma exortação na lei que precisa ser observada sempre: “Fique em pé na presença dos idosos, honre a presença do ancião e tema o seu Deus.  Eu sou o Senhor.” (Levítico 19:32). Também temos em Provérbios 16:31 esta passagem: “Os cabelos brancos são uma cora de honra que é encontrada no caminho da justiça”. Este texto nos desafia a verificar se os cabelos brancos estão no caminho da justiça para que sejam, de fato, honrados.

Neste contexto de honrar os que chegam à idade mais avançada, no caminho da justiça, é muito significativo meditar em Hebreus 13:7 que nos traz esta instrução: “Lembrem-se dos seus líderes, os quais pregaram a palavra de Deus a vocês; e, considerando atentamente o fim da vida deles, imitem a fé que tiveram.” Aqui está em questão uma fé perseverante até a morte. Uma vida que está dedicada ao Senhor até o final, sendo um modelo até o final. Muitos desejam ser modelos enquanto ainda jovens. No entanto, louvado seja Deus por todos quantos permanecem sendo modelos até o fim. Lamentavelmente há aqueles que, muitas vezes no final de sua jornada, tornam-se indignos de serem imitados, por falharem em perseverar no ‘caminho da justiça’. Tenhamos sempre em mente, a cada ano que se acrescenta a nossa existência e à medida que vamos envelhecendo, a recomendação do Senhor: “Conserve o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.” (Apocalipse 3:11). “Os cabelos brancos são uma cora de honra que é encontrada no caminho da justiça” (Provérbios 16:31).

“Sou mais entendido do que os idosos, porque guardo os teus preceitos.” (Salmo 119:100) é o texto diante de nós que nos desafia a guardar os preceitos do Senhor. O apostolo João registrou: “Nisto sabemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de guardar.” (1 João 5:2,3). E também: “E nisto sabemos que o temos conhecido: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não guarda os seus mandamentos, esse é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas quem guarda a sua palavra nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus.” (1 João 2:3-5).

salmo 119 – verso 99

 “Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.” (Salmo 119:99).

É sempre necessário nos aproximarmos da Palavra de Deus tendo em mente que “tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Romanos 15:4) e também que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16,17).

Qual ensino, repreensão e educação na justiça, podemos extrair do Salmo 119:99? Longe de imaginarmos uma atitude de orgulho por parte do salmista, consideremos que há situações quando realmente o discípulo vem a superar o seu mestre e vale a pena descobrir como isto acontece.

Há certos líderes, cujas vidas tanto nos inspiram como, por exemplo, José, Moisés e Daniel, que tiveram seus mestres, orientadores, instrutores e que poderiam muito bem dizer como o salmista: “Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.” Todos eles tiveram um período de instrução prolongado e privilegiado.

José no que chamaríamos “escola da vida”, conduzido por circunstâncias tão adversas entre seus próprios irmãos, depois como escravo no Egito até chegar a uma posição de proeminência extraordinária.

A respeito de Moisés lemos que ele “foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.” (Atos 7:22). Tornou-se um mestre insuperável.


Daniel, juntamente com Hananias, Misael e Azarias, que eram da tribo de Judá, estavam entre tantos outros que foram considerados pelo império da Babilônia, como “jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, sábios, instruídos, versados no conhecimento e que fossem competentes para servirem no palácio real.” E todos eles deveriam passar por um período de instrução para aprenderem “a cultura e a língua dos caldeus.” (Daniel 1:3,4). Após o período de treinamento lemos que estes quatro jovens, “em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais sábios do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. Daniel continuou ali até o primeiro ano do reinado de Ciro.” (Daniel 1:20,21). Há estudiosos que consideram ter sido o salmo 119 escrito por Daniel.

Nos discursos que Moisés fez ao povo de Israel, após os quarenta anos de jornadas pelo deserto, quando estavam para, finalmente, entrar na Canaã prometida por Deus, no último destes discursos, orientando sobre o dever de ensinar a Lei do Senhor, Moisés estabeleceu um princípio que estabelece, de fato, as etapas para que uma pessoa obtenha o verdadeiro aprendizado:

“Reúnam o povo, os homens, as mulheres, as crianças e os estrangeiros que se encontram nas cidades onde vocês moram, para que ouçam, aprendam e temam o Senhor, o Deus de vocês, e cuidem de cumprir todas as palavras desta Lei, e para que os seus filhos que não a souberem ouçam e aprendam a temer o Senhor, seu Deus, todos os dias que viverem na terra em que, passando o Jordão, vocês vão entrar e da qual tomarão posse.” (Deuteronômio 31:10-13)

As etapas estabelecidas são: 1. Ouvir – 2. Aprender – 3. Temer a Deus – 4. Cumprir. O que foi notório nas vidas de José, de Moisés e de Daniel, que mencionamos acima, foi que eles vivenciaram estas etapas todas, especialmente a última: o cuidado para cumprir todas as palavras. Este “cuidado” que se alcança por exatamente meditar na Palavra, como fica claramente estabelecido no Salmo 1:1-3, onde lemos: “Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Pelo contrário, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a uma corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo o que ele faz será bem-sucedido.” Trata-se de uma atitude de obediência à Palavra. Perceba que é isto que diz o salmista: “Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.”

Há um exemplo triste de fracasso nesta área de cumprir a Palavra, quando examinamos a vida de Salomão, que embora fosse tão sábio, não alcançou a mesma posição dos outros três exemplos já mencionados: José, Moisés e Daniel. A razão disso podemos encontrar nesta porção da Escritura Sagrada, num dos discursos também dados por Moisés ao povo de Israel, transmitindo-lhes as instruções do Senhor:

“Quando vocês entrarem na terra que o Senhor, seu Deus, está dando a vocês para que dela tomem posse, e estiverem morando nela, e disserem: ‘Poremos sobre nós um rei, tal como todas as nações que estão ao nosso redor’, vocês certamente porão como rei sobre vocês aquele que o Senhor, seu Deus, escolher. Homem estranho, que não seja do meio dos seus compatriotas, vocês não devem pôr como rei sobre vocês, e sim um do meio dos seus compatriotas. Porém esse rei NÃO DEVE MULTIPLICAR PARA SI CAVALOS, nem fazer o povo voltar ao Egito, para multiplicar cavalos, pois o Senhor já lhes disse: ‘Nunca mais vocês devem voltar por este caminho.’ Esse rei também NÃO DEVE TOMAR PARA SI MUITAS MULHERES, para que o seu coração não se desvie; NEM DEVE ACUMULAR MUITA PRATA E MUITO OURO.” (Deuteronômio 17:14-17).

Salomão fez exatamente o que não deveria fazer:

  • Não devia multiplicar para si cavalos – “Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia, e comerciantes do rei os importavam da Cilícia por certo preço. Importava-se do Egito um carro de guerra por seiscentas moedas de prata e um cavalo por cento e cinquenta. Nas mesmas condições, as caravanas os traziam e os exportavam para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria.” (1 Reis 10:28,29)
  • Não devia tomar para si muitas mulheres – “Além da filha de Faraó, Salomão amou muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias, mulheres das nações de que o Senhor tinha dito aos filhos de Israel: “Não casem com elas, nem casem elas com vocês, pois perverteriam o coração de vocês, para seguirem os seus deuses.” A estas Salomão se apegou pelo amor. Tinha setecentas mulheres que eram princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses, e o coração dele não era fiel ao Senhor, seu Deus, como havia sido fiel o coração de Davi, seu pai.” (1 Reis 11:1-4)
  • Não devia acumular muita prata e muito ouro – “O rei Salomão também construiu uma frota de navios em Eziom-Geber, que fica perto de Elate, na praia do mar Vermelho, na terra de Edom. Hirão enviou, com aquela frota, os seus servos, marinheiros conhecedores do mar, para acompanharem os servos de Salomão. Chegaram a Ofir e de lá trouxeram para o rei Salomão mais de catorze toneladas de ouro.” (1 Reis 9:26-28). “O rei fez com que, em Jerusalém, a prata fosse tão comum como as pedras e os cedros fossem tão numerosos como os sicômoros que estão na Sefelá.” (1 Reis 10:27).

E aquilo que ele deveria fazer, lamentavelmente não fez: “Também, quando se assentar no trono do seu reino, mandará escrever num livro uma cópia desta lei, feita a partir do livro que está com os sacerdotes levitas. O rei terá esse livro consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.” (Deuteronômio 17:18,19).

Será que Salomão mandou fazer uma cópia do livro da lei? Se chegou a pedir que esta cópia fosse feita, será que dedicou-se a ler todos os dias de sua vida? Ele aprendeu a temer o Senhor? Ele cuidou em guardar todas as palavras e estatutos para os cumprir? O seu descaso para com a Palavra de Deus foi a razão do seu fracasso, embora tivesse sido abençoado por Deus com tanta sabedoria, mais do que qualquer outra pessoa.

Todo o ministério de Jesus foi marcado pela oposição contínua que recebeu da parte dos mestres religiosos, que foram completamente desmascarados por Jesus quando ensinou:

“Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e os fariseus. Portanto, façam e observem tudo o que eles disserem a vocês, mas não os imitem em suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados, difíceis de carregar, e os põem sobre os ombros dos outros, mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam todas as suas obras a fim de serem vistos pelos outros; pois alargam os seus filactérios e alongam as franjas de suas capas. Gostam do primeiro lugar nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças e de serem chamados de ‘mestre’.” (Mateus 23:2-7). Compreenderá mais do que estes ‘mestres’ todo aquele que meditar na Palavra do Senhor e cuidar de fazer tudo quanto nela está escrito.

Jesus também orientou aos seus discípulos, orientação válida também aos discípulos de todas as épocas: “Mas vocês não serão chamados de ‘mestre’, porque um só é Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. Aqui na terra, não chamem ninguém de ‘pai’, porque só um é o Pai de vocês, aquele que está nos céus. Nem queiram ser chamados de ‘guias’, porque um só é o Guia de vocês, o Cristo. Mas o maior entre vocês será o servo de vocês. Quem se exaltar será humilhado; e quem se humilhar será exaltado.” (Mateus 23:8-12).

Na continuação do ensino de Cristo, neste capítulo 23 de Mateus, encontramos oito vezes a expressão: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas”, que não iremos considerar aqui, mas que vale a pena ler e meditar, o grande equívoco que se comete em não seguir pelas quatro etapas estabelecidas: 1. Ouvir – 2. Aprender – 3. Temer a Deus – 4. Cumprir. Examinemos rapidamente estas quatro etapas:

  • OUVIR – Uma das palavras mais utilizadas pelo Senhor Jesus, não só quando do seu ministério terreno, como também nas cartas às sete igrejas nos capítulos 2 e 3 do Apocalipse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:22). E nunca nos esqueçamos que “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo.” (Romanos 10:17)
  • APRENDER – Este é um dos maiores desafios que encontramos na Palavra de Deus e as exortações para que haja diligência e dedicação para aprender é um dos maiores temas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. O autor aos Hebreus menciona uma realidade que se observa em todas as épocas, quando escreveu àqueles crentes:  “A esse respeito temos muitas coisas a dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês ficaram com preguiça de ouvir. Pois, quando já deviam ser mestres, levando em conta o tempo decorrido, vocês têm, novamente, necessidade de alguém que lhes ensine quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus. Passaram a ter necessidade de leite e não de alimento sólido.” (Hebreus 5:11,12). Há um estado de infância espiritual muito prolongado entre os crentes, por não se dedicarem com afinco ao aprendizado.
  • TEMER A DEUS – Aqui estamos diante de uma realidade espiritual de quem vive consciente de que não há nada que faça, pensa, escute, fale, veja que DEUS não veja. Há muitos que conhecem muito e são mestres até no ensino, mas a semelhança dos fariseus, o que fazem tem como objetivo apenas o de mostrar que sabem. Jesus no sermão da montanha, mencionou três áreas de uma certa aparência de espiritualidade, como o dar esmolas, fazer orações, praticar o jejum, sem nenhuma sintonia com Deus, apenas uma aparência religiosa. Que tristeza. E isso sonda o nosso próprio coração. Como tudo fica diferente quando temos a consciência de estarmos na presença de Deus. Lembremos sempre que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria; conhecer o Santo é ter entendimento.” (Provérbios 9:10).
  • CUIDAR DE CUMPRIR A PALAVRA – Aqui está o grande divisor de águas na vida de um discípulo – a prática do aprendizado. Já mencionamos o sermão da montanha. Se examinarmos cada um dos ensinos de Jesus e o que ele coloca como padrão para os que são seus, verificamos como temos dificuldade na obediência. O fato é que não há quem possa atingir este alto padrão. E na conclusão do sermão do monte O Senhor Jesus mostra exatamente dois tipos de alunos: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.” (Mateus 7:24-29).

A realidade é que há muitos que são considerados ‘mestres’, sem ter passado por estas quatro etapas, pois permanecem apenas como ouvintes, mesmo sendo até ensinadores; e acabam ultrapassados por aqueles que avançam para ser realmente praticantes da Palavra. Estes bem podem afirmar: “Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.” (Salmo 119:99).

O apóstolo Tiago deixou isto muito claro ao escrever, da parte do Senhor:  “Sejam praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vocês mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.” (Tiago 1:22-25).

Agora, entre aqueles que têm como mestre o Senhor Jesus Cristo, o Mestre dos mestres, nunca, jamais, haverá alguém que possa fazer uma tal afirmação como a do salmista no Salmo 119:99. O desafio que Jesus Cristo deixa é este: “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem-instruído será como o seu mestre.” (Lucas 6:40). Lemos também que “antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai” (João 13:1), após ter lavado os pés de seus discípulos, Jesus lhes disse: “Vocês me chamam de Mestre e de Senhor e fazem bem, porque eu o sou. Ora, se eu, sendo Senhor e Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Porque eu lhes dei o exemplo, para que, como eu fiz, vocês façam também. Em verdade, em verdade lhes digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. Se vocês sabem estas coisas, bem-aventurados serão se as praticarem.” (João 13:13-17).

Na conversa com os discípulos, nesta mesma ocasião, Jesus lhes disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e o meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras. E a palavra que vocês estão ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou. Tenho dito isso enquanto ainda estou com vocês. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse ensinará a vocês todas as coisas e fará com que se lembrem de tudo o que eu lhes disse.” (João 14:23-26).

Que precioso ter o Espírito Santo a nos conduzir, levando-nos a amar ao Senhor e a guardar a Sua Palavra, ensinando todas as coisas, para que possamos ser mais parecidos com Jesus! Que aprendamos com o Salmo 119:99, que o meditar na Palavra deve ser nossa prioridade: Ouvir, aprender, temer ao Senhor e cuidar de guardar e obedecer às injunções da Sua Palavra, podem nos levar a compreender mais do que nossos mestres humanos, mas nunca acima do nosso amado Senhor e Salvador.

E que a semelhança do apóstolo Paulo que, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, queria crescer no conhecimento de Cristo e vivia para esta finalidade, vivamos também desta forma, afirmando bem conscientes, como ele: “Não que eu já tenha recebido isso ou já tenha obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:8-14). Ainda temos muito, e muito, e muito a percorrer, portanto cresçamos “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (2 Pedro 3:18).

JESUS NO CENTRO

Só falta uma coisa
No centro do ser:
Ser cheio de Cristo,
E ao Pai conhecer!

Que Cristo ocupe
A parte suprema,
E do pensamento
Ele seja o tema!

Jesus é o centro
De toda a Escritura,
Só vivendo nEle
Se alcança alma pura
.

Jesus é o Centro
De toda história,
Só andando nEle
Teremos vitória.

Jesus é o centro
E o cabeça da Igreja
Firmada só nEle
Minha vida esteja!

Jesus é o centro
O mestre e o modelo,
Que eu viva pra Ele
Com todo o desvelo!

SALMO 119 – VERSO 98

“O teu mandamento me torna mais sábio do que os meus inimigos, porque eu o tenho sempre comigo.” (Salmo 119:98).

O Salmo 119 ocupa um lugar central e proeminente na Bíblia e o fato de o salmista afirmar que alcançou um nível maior de sabedoria que os seus inimigos, deve-se exatamente ao ato de seu apego a Palavra de Deus.  Uma instrução de grande importância foi transmitida por Moisés ao povo de Israel, quando estavam para entrar em Canaã: “Portanto, guardem e cumpram essas leis, porque isto será a sabedoria e o entendimento de vocês aos olhos dos povos que, ouvindo todos esses estatutos, dirão: “De fato, este grande povo é gente sábia e inteligente.’” (Deuteronômio 4:6). Perceba que a sabedoria propriamente dita, estava no acolhimento da Palavra, e na obediência à mesma.

Lemos que Deus “anuncia a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. Não fez assim com nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!” (Salmo 147:19,20). A formação da nação de Israel, e toda a sua história, testifica a existência do Eterno Deus, com todos os Seus atributos inefáveis, e evidencia de maneira única como a Sua Palavra é real, fidedigna e verdadeira. Foi esta a nação formada para que dela viesse o Salvador da humanidade, o Senhor Jesus Cristo. Todas as predições e promessas de Deus quanto ao seu nascimento e sua trajetória se cumpriram de forma a não deixar nenhuma dúvida para todo aquele que se debruçar para considerá-las. E tudo quanto tem acontecido e acontecerá está identificado na Palavra que foi dada por Deus.

Lamentavelmente, a nação de Israel como um todo, falhou na guarda e na obediência aos mandamentos do Senhor. Foi notório, em sua história, como se deixaram influenciar pelos povos ao redor, desejando imitá-los, inclusive afastando-se do Senhor e entregando-se a idolatria dos povos vizinhos. Esta foi a grande luta do Senhor com o Seu povo, sempre levantando profetas para os advertir do erro que estavam cometendo, procurando trazê-los de volta aos ensinos da Sua Palavra.

Em cada geração, “gente sábia e inteligente” sempre se firmou na Escritura Sagrada, e são estes, que ao longo da história, apesar de toda a artimanha e hostilidade dos inimigos, ou melhor dizendo do inimigo maior, o próprio Satanás, acabaram conseguido vitórias surpreendentes, onde menos se esperava e mantiveram acesa a chama da fé. Foram homens e mulheres que se tornaram receptáculos da sabedoria que fluía do Eterno Deus e que foram por Ele usados para o cumprimento de Seu propósito também eterno. “Foi o que Noé fez. Conforme tudo o que Deus lhe havia ordenado, assim ele fez.” (Gênesis 6:22).

Ninguém foi mais sábio do que Noé em sua geração! Sua sabedoria foi exatamente cumprir a palavra de Deus. Poderíamos aqui colocar uma lista dos homens mais sábios que já viveram, muitos deles identificados pelos seus nomes em Hebreus 11, como aqueles dos quais “o mundo não era digno deles”. (Hebreus 11:38), e que diriam o mesmo que o salmista: “O teu mandamento me torna mais sábio do que os meus inimigos, porque eu o tenho sempre comigo.” (Salmo 119:98). Daniel é um destes exemplos que nos deixam maravilhados, demonstrando sempre uma sabedoria inigualável.

O exemplo maior desta verdade encontramos em Jesus Cristo, que enfrentou exatamente o próprio Satanás, numa situação desvantajosa ao extremo, no deserto, após um jejum de quarenta dias. Ele tinha o mandamento sempre consigo, guardado em seu coração e em sua memória, e pode, em cada investida sutil e bem engendrada do inimigo, rebater o ataque com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. “Está escrito!” Esta foi a sua sabedoria! E uma sabedoria que nos serve de modelo.

É desta sabedoria firmada na Palavra de Deus que precisamos para enfrentar este mundo onde estamos inseridos, um mundo ao qual não mais pertencemos, se estamos em Cristo, mas no qual estamos para cumprir um propósito da parte do Senhor. Sobre isto consideremos estas palavras do apóstolo João: “Filhinhos, escrevi a vocês, porque conhecem o Pai. Pais, escrevi a vocês, porque conhecem aquele que existe desde o princípio. Jovens, escrevi a vocês, porque são fortes, e a palavra de Deus permanece em vocês, e vocês já venceram o Maligno. Não amem o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo — os desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida — não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como os seus desejos; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:14-17).

Quando olhamos para o Salmo 119:97, o versículo anterior, destacamos o amor do salmista para com a lei de Deus. Agora, olhando este texto de João, percebemos um perigo fatal: amar o mundo e as coisas que há no mundo. Esta é a tragédia de cada século.  E o Maligno, o próprio Satanás, faz suas investidas exatamente nestas três áreas. E nisto, Jesus se tornou um poderoso exemplo. Se como Jesus, a palavra de Deus permanece em nós, venceremos, com a Palavra de Deus, o inimigo. Vejamos como foi com o Senhor Jesus:

  • Os desejos da carne “Durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. Então o diabo disse a Jesus:  Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra se transforme em pão. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: ‘O ser humano não viverá só de pão.’” (Lucas 4:2-4).
  • Os desejos dos olhos“Então o diabo o levou para um lugar mais alto e num instante lhe mostrou todos os reinos do mundo. E disse:  Eu lhe darei todo este poder e a glória destes reinos, porque isso me foi entregue, e posso dar a quem eu quiser. Portanto, se você me adorar, tudo isso será seu. Mas Jesus respondeu:  Está escrito: ‘Adore o Senhor, seu Deus, e preste culto somente a ele.’” (Lucas 4:5-8).
  • A soberba da vida “Então o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse: Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, porque está escrito: ‘Aos seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o guardem.’ E: ‘Eles o sustentarão nas suas mãos, para que você não tropece em alguma pedra.’ Jesus respondeu ao diabo: Também foi dito: ‘Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.’” (Lucas 4:9-12).

Saber usar a Palavra de Deus, dizendo também diante das investidas do inimigo, Está escrito, exige que atendamos a exortação de Paulo, sobremaneira oportuna: “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15).

Isto exige prioridade e compromisso com o Senhor para a leitura, o estudo, a obediência, a prática e o ensino na Palavra de Deus. E o fazemos bem conscientes da promessa especial que foi proferida no Apocalipse de João: “Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3).

Reconhecendo que somos do Senhor e que Cristo Jesus, “se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção” (1 Coríntios 1:30), poderemos, como o salmista, também afirmar: “O teu mandamento me torna mais sábio do que os meus inimigos, porque eu o tenho sempre comigo.” (Salmo 119:98); e isto porque “as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” (2 Coríntios 10:4,5). “O teu mandamento me torna mais sábio do que os meus inimigos, porque eu o tenho sempre comigo.” (Salmo 119:98).

HÁ UMA LUTA DURA A CADA DIA

Há uma dura luta, sempre, a cada dia,
Com inimigos que se mostram implacáveis;
Que sem escrúpulos sempre nos assedia,
Pra que acolhamos coisas vis, indesejáveis.

Lutas que vêm por dentro, outras vêm por fora,
Como o diabo com seus dados destrutivos,
Quer afastar de Deus, exatamente agora,
Oferecendo deste mundo os atrativos.

Não existe trégua nem descanso na batalha,
E é preciso estar sempre bem equipado
Não permitindo a negligência que atrapalha
Alerta e vigilante está o bom soldado.

E além da luta que não cessa e é constante,
Lembremos que pequenas adversidades,
Que aparecem de repente, num instante,
Revelam algo de nossas fragilidades.

O mau humor, a ingratidão e a vil malícia
Precisam ser da nossa vida afastados.
Palavras duras, a soberba e a impudicícia
Precisam ser da nossa vida eliminados.

E só existe um meio para esta vitória
Que pela graça de Deus será concedida
A quem confia em Jesus Cristo, o Rei da Glória,
E entregue a Ele totalmente a sua vida.

O Seu poder é muito grande, ilimitado,
Socorre sempre, não importa a circunstância,
E é somente em Sua bondade confiado
Que se obtém real vitória em cada instância.

E há uma arma extremamente valorosa
Que precisamos manejar corretamente:
É a Palavra do Senhor, tão poderosa,
Que ela nos governe o coração e a mente.

“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 15:57). “…segurando sempre o escudo da fé, com o qual poderão apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Usem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6:16,17).

salmo 119 – verso 97

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia!” (Salmo 119:97).

Chegamos na 13ª divisão do Salmo 119, composta de oito versículos (97 a 104), todos eles iniciados com a letra “MEM”, que equivale a letra “M” no português. No hebraico esta letra está associada de maneira especial à água que jorra, dando a ideia de água que flui de uma fonte inesgotável, de um manancial de águas abundantes e profundas. Tem a ver com as águas que descem do cume das montanhas, sempre em movimento, jamais estática e parada.

Há uma associação com o verdadeiro conhecimento e sabedoria que vem de Deus, que vem de cima e desce até o homem. “MEM”, neste sentido fala de mistérios profundos e preciosos, fala do conhecimento que podemos obter da graça do Eterno Deus. A água que corre, por exemplo, leva em seu fluxo um barco para uma determinada direção. Em outro sentido, se há algo que revitaliza e traz refrigério é a água, assim como é a água que limpa das impurezas, produzindo assim efeitos transformadores. Quão preciosa é a água!

É importante notar que a partir deste 13º. Bloco de versículos (97 a 104), o salmista não estará mais destacando as suas dificuldades e perseguições, mas mostrará com maior ênfase a beleza, a pureza, a grandeza, a ação transformadora da Palavra de Deus, inclusive em sua própria vida. Podemos afirmar que o amor do salmista para com a lei de Deus, na qual ele medita diuturnamente, é o seu segredo. E a composição extraordinária deste salmo servirá de guia, de alento e de bênção para tantos. O salmista é um daqueles a quem o apóstolo Pedro se refere como homens que “falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21).

A Bíblia é igual MARTELO pra rochas despedaçar.
Aos passos meus, é LÂMPADA. É LUZ, que me vai guiar.
É ESPADA de dois gumes, é um ESPELHO pra eu me ver.
A santa Bíblia assim será pra mim, se eu a ler.

A Bíblia é qual SEMENTE, que nasce no coração.
Qual LEITE e CARNE nutre aos que aceitam a salvação.
Como ÁGUA, assim me limpa; faz o mal desaparecer.
A santa Bíblia assim fará a mim, se eu a ler.

Letra e música de W.B. Mackie
Do livro 2 de Cânticos de Salvação para Crianças, da APEC.

Nesta série de oito versículos iniciados com a letra “MEM”, que significa “água que flui”, é importante recordar da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó, próximo de Sicar, quando em determinado momento Jesus responde a mulher: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem é que está lhe pedindo água para beber, você pediria, e ele lhe daria água viva. Ao que a mulher respondeu: O senhor não tem balde e o poço é fundo. De onde vai conseguir essa água viva? Por acaso o senhor é maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, assim como os seus filhos e o seu gado? Jesus respondeu: Quem beber desta água voltará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. A mulher lhe disse: Senhor, quero que me dê essa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.” (João 4:10-15).

Quem era esse que tem água viva, não apenas para saciar a sede, mas para colocar na pessoa uma fonte que jorre para a vida eterna? Lemos que, em certa ocasião, “Jesus tomou consigo Pedro e os irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandecia como o sol, e as suas roupas se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui. Se o senhor quiser, farei aqui três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; escutem o que ele diz! Ao ouvirem aquela voz, os discípulos caíram de bruços, tomados de grande medo. Jesus aproximou-se e tocou neles, dizendo:  Levantem-se e não tenham medo! Então eles, levantando os olhos, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.” (Mateus 17:1-8).

Pensar em Moisés e Elias equivale, sem dúvida nenhuma, pensar na Lei e nos Profetas, que estes dois servos de Deus representam de maneira inequívoca. Temos em Moisés e Elias todo o arcabouço da Palavra transmitida por Deus nos tempos do Antigo Testamento. Neste monte da transfiguração, os discípulos viram Jesus ao lado destes dois e no momento em que Pedro, tomando a palavra sugeriu que três tendas fossem ali armadas, houve uma interrupção imediata, quando uma poderosa voz foi ouvida: “ESTE É O MEU FILHO AMADO, EM QUEM ME AGRADO; ESCUTEM O QUE ELE DIZ!” Os três discípulos tomados de grande medo, quando conseguiram, abrir os olhos, “não viram mais ninguém, a não ser Jesus”. A superioridade de Cristo e de Seu ensino, ficou evidente de maneira maravilhosa.

Quando Pedro escreveu sua segunda carta, ele refere-se a este acontecimento do monte da transfiguração com estas palavras: “Porque não lhes demos a conhecer o poder e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade. Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.’ Ora, nós ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo. Assim, temos ainda mais segura a palavra profética, e vocês fazem bem em dar atenção a ela, como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. Primeiramente, porém, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:16-21).

JESUS CRISTO é a Palavra viva de Deus. Ele é “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14). Em Hebreus 1:1,2 encontramos a afirmação que “antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo.” Jesus é a última palavra de Deus e não haverá outra. Ele mesmo disse: “A Lei e os Profetas duraram até João” (Lucas 16:16), falando de João Batista, que foi o seu precursor.

No início de seu ministério, numa conversa com Nicodemos, Jesus disse: “Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus. Nicodemos perguntou: Como pode um homem nascer, sendo velho? Será que pode voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade lhe digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não fique admirado por eu dizer: ‘Vocês precisam nascer de novo.’ O vento sopra onde quer, você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” (João 3:3-8). Este novo nascimento só é possível pela atuação do Espírito Santo, por meio da Palavra de Deus, como água.

Na carta enviada a Tito, Paulo também enfatizou esta verdade afirmando: “Mas quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor por todos, ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.” (Tito 3:4-7).

Durante o seu ministério numa comemoração da festa dos tabernáculos, em Jerusalém, lemos que “no último dia, o grande dia da festa, Jesus se levantou e disse em voz alta: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. QUEM CRER EM MIM, COMO DIZ A ESCRITURA, do seu interior fluirão rios de água viva. Isso ele disse a respeito do Espírito que os que nele cressem haviam de receber; pois o Espírito até aquele momento não tinha sido dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado. Quando ouviram essas palavras, alguns do meio do povo diziam: Este é verdadeiramente o profeta.” (João 7:37-40).

No final de seu ministério, na instrução dada aos seus discípulos de ser ele a videira verdadeira, o Pai o agricultor e cada um dos seus um ramo enxertado na videira, disse-lhes: “Vocês já estão limpos por causa da palavra que lhes tenho falado.” (João 15:3). Esta imagem da Palavra como água é preciosa e reveladora.

Todos os que, como a mulher samaritana, como Nicodemos e como todos discípulos que creem em Cristo Jesus, como diz a Escritura, são saciados pela água viva, passam a ter do seu interior rios de água viva fluindo, que é exatamente a presença do Espírito Santo em seus corações. Para todos estes se aplicam estas palavras que foram dirigidas aos crentes da cidade de Tessalônica: “Sabemos, irmãos amados por Deus, que ele os escolheu, porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. E vocês sabem muito bem qual foi o nosso modo de agir entre vocês, para o próprio bem de vocês. E vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra com a alegria que vem do Espírito Santo, apesar dos muitos sofrimentos.” E tornaram-se aqueles que deixando os ídolos, “se converteram a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro e para aguardar dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura.” (1 Tessalonicenses 1:4-6, 9,10).

Crentes assim são identificados como aqueles que tem amor a Palavra e fazem dela o alvo de sua meditação cada dia. Para crentes assim Paulo escreveu: “Temos mais uma razão para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, ao receberem a palavra que de nós ouviram, que é de Deus, vocês a acolheram não como palavra humana, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual está atuando eficazmente em vocês, os que creem.” (1 Tessalonicenses 2:13). É a palavra de Deus fluindo em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos possibilita andar de modo agradável diante do Senhor.

E o próprio Espírito Santo, por Sua Palavra nos alerta sobre a vida do Anticristo, dizendo-nos: “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a ação de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que estão perecendo, PORQUE NÃO ACOLHERAM O AMOR DA VERDADE PARA SEREM SALVOS. É por este motivo que Deus lhes envia a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. Mas devemos sempre dar graças a Deus por vocês, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus os escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.” (2 Tessalonicenses 2:9-13). Que possamos dizer e viver como o salmista: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia!” (Salmo 119:97).

AMANDO OUVIR DEUS

É a vida, na verdade, um absurdo
Para aquele que com Deus se mostra surdo;
Pois embora tenha ouvidos não escuta,
E da direção de Deus jamais desfruta.

E Deus bem que se revela, e claramente,
A quem à Sua Palavra é obediente.
Necessário é ouvi-lo cada dia;
E amar Sua Palavra, que alegria!

Outras vozes permaneçam bem caladas,
Pois nos levam para direções erradas.
Seja o nosso compromisso com a verdade,
E vivamos sempre em graça e santidade.

Sim, são tantos os barulhos, os ruídos,
Mas somente à Tua voz damos ouvidos!
Teu ensino sempre aponta para a cruz,
E Tua poderosa voz diz: Só Jesus!

“Deixem-se encher do Espírito, falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Efésios 5:18-20).

E finalizamos tomando como texto o convite tão bondoso que é feito pelo Senhor bem no finalzinho do livro do Apocalipse. Se você prezado leitor ainda não saciou a sede de sua alma crendo e recebendo Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador, ouça agora o que o “Espírito e a noiva dizem:  Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (Apocalipse 22:17).

salmo 119 – verso 96

“Tenho visto que toda perfeição tem o seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado.” (Salmo 119:96).

Que texto impactante e desafiador! Que sábia e poderosa afirmação sobre a supremacia da Palavra de Deus! Ela é perfeitamente perfeita – ilimitada. O que é limitado, é imperfeito! Deus sim, é perfeito, assim como a palavra que sai de sua boca. Jesus afirmou: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:35).

Quando apreciamos a grandeza e a beleza da criação de Deus, é muito importante ter em mente o que está escrito: “Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão.” (Hebreus 1:10-12).  Como disse Jesus: “O céu e a terra passarão”. Isto fica bem claro também neste outro texto da Escritura Sagrada: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” (2 Pedro 3:10-12). Estes dois textos mostram claramente como “toda perfeição” tem o seu limite. Claro que no caso da criação a perfeição original foi maculada pela entrada do pecado, assim como o próprio homem.

Há também muitas obras da engenhosidade humana às quais atribuímos “perfeição”, seja na arte, na indústria, na arquitetura, na literatura, na música, na tecnologia, enfim, que capacidade extraordinária tem o cérebro humano para as invenções, no entanto, todas elas, sem exceção, tem o seu limite. No entanto, a palavra de Deus é ilimitada, permanece para sempre, é exatamente tal e qual está escrito no Salmo 19:7-9: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente.” Jesus declarou: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mateus 24:35).

Chegando ao final desta série de versículos iniciados com a letra “LAMED” (89 a 96), com a ideia do periscópio (cuja forma se assemelha a letra “LAMED” no hebraico), no desafio de estudar, aprender, buscar algo mais acima e mais além, ter um coração sábio, o que se divisa é a perfeição ilimitada que só existe no Eterno e na Sua Palavra. No submarino de nossa vida neste mundo, que possamos olhar no periscópio esta perfeição que só existe no Senhor e na Sua Palavra. E na busca para se obter um coração sábio, cujo padrão é ilimitado, não tem como não reconhecer a nossa própria limitação, pois o padrão de Deus para os que são seus é a perfeição:

  1. Quando Abrão, chamado na escritura “pai de todos os que creem” (Romanos 4:11), estava com a “idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.” (Gênesis 17:1).
  2. Quando Moisés dá detalhadas instruções ao povo de Israel, após os quarenta anos de caminhada pelo deserto e já prestes a entrar em Canaã, a ordem entregue ao povo é muito clara: “Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.” (Deuteronômio 18:13).
  3. Quando Jesus Cristo, o Filho Eterno, de Deus, o Verbo (a Palavra) encarnado, transmitiu os seus ensinos, no chamado Sermão da Montanha, também deixou um mandamento que não deixa nenhuma dúvida: “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:48).
  4. Quando Paulo concluiu a segunda carta aos cristãos de Corinto, escreveu: “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.” (2 Coríntios 13:11).

O fato é que diante de padrão tão perfeito, descobrimos nossa limitação, mas é esta palavra perfeita e poderosa, que não há de passar, a única que pode nos ajudar a caminhar na vida com Deus, lembrando de um antigo cântico que dizia: “sempre melhorando, sempre melhorando, sempre melhorando no Senhor”, medite no que está escrito em 2 Timóteo 3:16,17:  “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Timóteo 3:16,17).

O fato é que “o caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.” (Salmo 18:30). E também a realidade é que “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1:17). E como o autor do salmo 119, que em 176 versículos enfatiza a superioridade e a sublimidade da Palavra de Deus, importa que nos apeguemos mais e mais, com toda diligência, ao desafio de obedecer ao que está escrito: “crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” (2 Pedro 3:18). Deus deseja nos abençoar com esta dádiva!

Lembremo-nos que no dia que se chama hoje, temos que atender a esta orientação: “que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.” (Efésios 4:1-7).

O nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, deseja nosso crescimento na vida de piedade e por isso lemos que “ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” (Efésios 4:11-16). Que preciosidade a igreja caminhando neste padrão!

E temos a nos instruir, o Espírito Santo de Deus, o Consolador, o Espírito de Cristo, que é como um holofote que joga toda a luz na pessoa de Jesus Cristo. Medite neste texto: Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2 Coríntios 3:17,18). Trata-se de uma transformação contínua.

O fato é que, temos que concordar com o salmista: “Tenho visto que toda perfeição tem o seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado.” (Salmo 119:96). Que alvo de vida poderia ser mais impactante e desafiador do que este: ser parecido com Jesus! Um alvo assim ultrapassa a barreira do tempo. Nestes tão poucos e curtos anos que vivemos, não vale a pena qualquer outro objetivo, se não este: ser parecido com Jesus!

PARECIDO COM CRISTO

Nunca, nunca, o coração com amargura;
Nem os olhos contemplando coisa impura;
Não estar, jamais, com meus dedos manchados;
Nem pisar onde o Senhor é profanado;

O ouvido pra o que é justo estar aberto;
E a língua livre apenas pra o que é certo.
Da presença do Senhor ser consciente,
E por isso, em cada instante, estar contente.

Deste mundo estou, em Cristo, separado,
Não pretendo ser ao mundo conformado;
Mas a Cristo, o Senhor, o Rei da Glória,

Que domina sobre tudo e sobre a história,
Que desceu ao mundo pra me ver remido,
Sim, com Cristo, quero ser bem parecido.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1,2)

“Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” (2 Coríntios 6:17,18)

salmo 119 – verso 95

“Os ímpios me espreitam para me destruir, mas eu considero os teus testemunhos.” (Salmo 119:95).

Diante deste texto, escrito a milhares de anos, podemos concluir que a ideia de “evolução” da raça humana é uma “balela”, isto é, uma afirmação desprovida de verdade; que foi inventada para enganar. É afirmação sem fundamento, uma mentira. Ah! Sem dúvida a tecnologia pode ter mudado, mas esta atitude de pessoas “espreitarem” outras, com a finalidade de destruir, é a mesma, porque o ser humano não muda. O pecado está sempre em evidencia, e este espiar e observar às escondidas e com muita atenção, o que outro faz, para obter vantagens em detrimento do outro, com o avanço da tecnologia, ficou até mais aprimorado e descarado.

Claro que o contexto do salmista tem a ver com a seguinte realidade: Os que procuram andar com seriedade diante de Deus, considerando e observando atentamente Sua vontade, revelada em Sua palavra, se tornam pessoas que “incomodam” aqueles que preferem viver impiedosamente, e dando espaço para seus desejos carnais e pecaminosos.

Desde o início da história esta é a realidade. Em todas as épocas surgirão homens e mulheres que haverão de, perplexos e inconformados, clamar diante de Deus: “Na minha angústia, clamo ao Senhor…… Senhor, livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora…… Ai de mim, que peregrino em Meseque e habito nas tendas de Quedar. Já há tempo demais que habito com aqueles que odeiam a paz. Sou pela paz; quando, porém, eu falo, eles teimam pela guerra.” (Salmo 120).

Um exemplo extraordinário temos em Daniel, “espreitado” por muitos que procuravam “um pretexto relacionado com a administração do reino, para poderem acusar Daniel. Mas não conseguiram encontrar esse pretexto, nem culpa alguma, porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Então esses homens disseram: Nunca acharemos um pretexto para acusar esse Daniel, a menos que procuremos algo relacionado com a lei do Deus que ele adora.” (Daniel 6:4,5). O que queriam estes líderes todos, que faziam parte da equipe do rei conduzindo os negócios da nação? Queriam achar um meio de “destruir” Daniel. O Salmo 119:95, bem que poderia ter sido escrito por Daniel mesmo: “Os ímpios me espreitam para me destruir, mas eu considero os teus testemunhos.” (Salmo 119:95).

E sabemos o final da história e como conseguiram que o rei decretasse a destruição de Daniel, lançando-o na cova dos leões, porque Daniel não titubeou, quando o assunto era a sua fidelidade para com Deus e Sua Palavra. Deus poderia não livrá-lo, mas o livrou. Bendito seja o Senhor!

Paulo escrevendo aos gálatas, menciona certos problemas surgindo entre eles “por causa dos falsos irmãos que se haviam infiltrado para espreitar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão. A esses não nos submetemos por um instante sequer, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vocês.” (Gálatas 2:4,5).

E a Palavra de Deus nos ensina claramente a tomarmos todo o cuidado com os “espreitadores”, que ao se introduzirem no meio dos “santos” conseguem melhor resultado em sua tarefa maligna de destruir o testemunho e a obra do Senhor. Lembremo-nos destas alertas:

  • DE JESUS CRISTO – “Cuidado com os falsos profetas, que se apresentam a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes.” (Mateus 7:15).
  • DE PAULO – “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho no qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, aparecerão no meio de vocês lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que até mesmo entre vocês se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás de si. Portanto, vigiem, lembrando que, durante três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, cada um de vocês.” (Atos 20:28-31).
  • DE PEDRO – “Assim como surgiram falsos profetas no meio do povo, também haverá falsos mestres entre vocês. Eles introduzirão heresias destruidoras, chegando a renegar o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, o caminho da verdade será difamado. Movidos por avareza, eles explorarão vocês com palavras fictícias.” (2 Pedro 2:1-3).
  • DE JUDAS – “Pois certos indivíduos, cuja sentença de condenação foi promulgada há muito tempo, se infiltraram no meio de vocês sem serem notados. São pessoas ímpias, que transformam em libertinagem a graça do nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Esses são como rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, banqueteando-se com vocês sem qualquer receio. São pastores que apascentam a si mesmos……. Esses tais são murmuradores, pessoas descontentes que andam segundo as suas paixões. A sua boca vive falando grandes arrogâncias; adulam os outros por motivos interesseiros…….São estes os que promovem divisões, seguem os seus próprios instintos e não têm o Espírito.” (Judas 1:4,12,16,19).

A salvaguarda para estas ações é a de sempre considerar os testemunhos, os mandamentos, os preceitos, em suma, a Palavra de Deus. Este é o tema central de cada versículo deste que é o maior capítulo da Bíblia. Daí a importância de se estudar cuidadosamente a Palavra do Senhor, conhecer a Doutrina, estar sempre atento ao que “está escrito”!

Há uma recomendação de Paulo, ao despedir-se dos cristãos em Éfeso que precisa ganhar guarida em nossos corações: “Agora, pois, eu os entrego aos cuidados de Deus e à palavra da sua graça, que tem poder para edificá-los e dar herança entre todos os que são santificados.” (Atos 20:32). E é importante observar que nas cartas às sete igrejas do Apocalipse, enviadas por Jesus por intermédio de João, ao referir-se à Éfeso, ele diz: “Conheço as obras que você realiza, tanto o seu esforço como a sua perseverança. Sei que você não pode suportar os maus e que pôs à prova os que se declaram apóstolos e não são, e descobriu que são mentirosos. Você tem perseverança e suportou provas por causa do meu nome, sem esmorecer. Tenho, porém, contra você o seguinte: você abandonou o seu primeiro amor.” (Apocalipse 2:2-4). Precisamos, de fato, ser zelosos quanto à verdade da Palavra de Deus, mas zelosos também no amor ao Senhor Jesus!

E à igreja de Filadélfia, o Senhor diz: “Conheço as obras que você realiza. Eis que tenho posto diante de você uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome. Eis o que eu farei com alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que se declaram judeus e não são, mas mentem. Eis que farei com que venham até você, prostrem-se aos seus pés e reconheçam que eu amo você. Você guardou a palavra da minha perseverança. Por isso, também eu o guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra. Venho sem demora. Conserve o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.” (Apocalipse 3:8-11).

É no meio dos que se declaram apóstolos e não o são, dos que são da sinagoga de Satanás, dos que se declaram judeus, dos que se infiltram no meio dos membros do Corpo de Cristo, dos que são falsos profetas, dos que são lobos disfarçados de ovelhas, dos que adulam por motivos interesseiros, dos que se apascentam a si mesmos, dos que introduzem heresias destruidoras, dos que arrastam discípulos atrás de si, dos que por avareza exploram com palavras fictícias, dos que promovem divisões, enfim, é no meio desta lista interminável dos que, em nossa própria época fazem o mesmo, que fica evidente como o texto do salmista no Salmo 119:95: “Os ímpios me espreitam para me destruir, mas eu considero os teus testemunhos” se aplica ao nosso próprio tempo.

Como o salmista, firmemo-nos na Palavra de Deus, nunca esquecendo que: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17).

E tendo em mente que esta passagem está na carta que Paulo escreveu a Timóteo, exatamente para que ele soubesse o que fazer no contexto de perseguição, pois “na verdade, todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.” (2 Timóteo 3:12,13).

Gilberto Celeti

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