SALMO 119 – ASAF – VERSO 6

Neste primeiro bloco de oito versículos (Salmo 119:1-8), todos iniciados com a letra ALEF, o salmista, faz afirmações mostrando que uma pessoa somente pode ser bem-aventurada se respeitar e obedecer a Palavra de Deus.

No verso seis, este é o texto em hebraico, palavra por palavra: אָז – ÅZ – Então / לֹא- אֵבוֹשׁ – LO-EVOSH – não ficaria confundido, / בְּהַבִּיטִי – BËHABYTY – atentando eu {lit.: no meu atentar}/ אֶל- כָּל- מִצְוֹתֶיךָ: – EL-KÅL-MITSËVOTEYKHA – para todos os teus mandamentos.

A primeira palavra “אָז”, traduzida por “então” é um advérbio que liga imediatamente com o versículo anterior, expressando que naquele momento, tempo, ocasião que ele, o salmista, que tanto ansiava por ter os seus passos firmes na observação dos preceitos do Senhor; ele não ficaria confundido e não se envergonharia em considerar, em observar atentamente, em ter respeito para com todos os mandamentos do Senhor.

Neste primeiro bloco com os versículos iniciando com a letra “ALEF” o tema principal é que DEUS É SANTO e que a SANTIDADE VEM EM PRIMEIRO LUGAR. A bem-aventurança, a felicidade real e verdadeira está intimamente ligada a uma vida santa. Este princípio permeia toda a Escritura Sagrada.

  • No Antigo Testamento está escrito: “Eu sou o Senhor , o Deus de vocês; portanto, consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo; e não se contaminem por nenhuma dessas criaturas que rastejam sobre o chão, entre todas as criaturas que se movem sobre a terra. Eu sou o Senhor , que os tirei da terra do Egito, para que eu seja o Deus de vocês; portanto, sejam santos, porque eu sou santo”. (Levítico 11:44,45).
  • No Novo Testamento este mandamento é fundamental: “…assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, porque está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo.’” (1 Pedro 1:15,16).

O salmista tem plena consciência que não terá do que se envergonhar quando considerar TODOS os mandamentos de Deus. Não é possível acolher alguns dos mandamentos e um ou outro deixar de lado, sem levar em consideração, sem dar a devida atenção e obediência. Imaginemos o salmista lendo, por exemplo, o que estava escrito em Levítico 19, quando o Senhor disse a Moisés:
“— Fale a toda a congregação dos filhos de Israel e diga-lhes: Sejam santos, porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo. Cada um respeite a sua mãe e o seu pai e guarde os meus sábados. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS. Não se voltem para os ídolos, nem façam para si deuses de metal. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS.
— Quando oferecerem um sacrifício pacífico ao Senhor, ofereçam-no para que vocês sejam aceitos. Podem comer dele no dia em que o oferecerem e no dia seguinte; mas o que sobrar, no terceiro dia, será queimado. Se uma parte dele for comida no terceiro dia, é abominação; não será aceita. Quem dele comer levará a sua iniquidade, porque profanou coisa santa do Senhor; por isso, será eliminado do seu povo.
— Quando você fizer a colheita da sua terra, não colha totalmente o canto do seu campo, nem volte para recolher as espigas caídas. Não seja rigoroso demais ao fazer a colheita da sua vinha, nem volte para recolher as uvas que tiverem caído no chão; deixe-as para os pobres e estrangeiros. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS.
— Não furtem, não mintam, nem usem de falsidade uns com os outros. Não façam juramentos falsos pelo meu nome, pois vocês estariam profanando o nome do seu Deus. EU SOU O SENHOR.
— Não oprima nem roube o seu próximo. Que o pagamento do trabalhador diarista não fique com você até a manhã seguinte.

— Não amaldiçoe o surdo, nem ponha tropeço diante do cego, mas tema o seu Deus. EU SOU O SENHOR.
— Não seja injusto ao julgar uma causa, nem favorecendo o pobre, nem agradando o rico; julgue o seu próximo com justiça.
— Não ande como mexeriqueiro no meio do seu povo, nem atente contra a vida do seu próximo. EU SOU O SENHOR.
— Não guarde ódio no coração contra o seu próximo, mas repreenda-o e não incorra em pecado por causa dele.
— Não procure vingança, nem guarde ira contra os filhos do seu povo, mas ame o seu próximo como você ama a si mesmo. EU SOU O SENHOR.
— Guarde os meus estatutos. Não permita que os seus animais se ajuntem com os de espécie diversa. Não plante semente de duas espécies em seu campo, nem use roupa de dois tipos diferentes de tecido.

— Se um homem tiver relações com uma mulher, e esta for escrava prometida a outro homem, mas que não foi resgatada nem posta em liberdade, então deverá haver punição; não serão mortos, pois ela ainda não havia sido libertada. O homem, como oferta pela sua culpa, trará um carneiro ao Senhor, à porta da tenda do encontro. Com o carneiro da oferta pela culpa, o sacerdote fará expiação, diante do Senhor, pelo pecado que o homem cometeu, e o pecado lhe será perdoado.
— Quando entrarem na terra e plantarem todo tipo de árvore frutífera, os frutos dessas árvores lhes serão vedados; nos primeiros três anos serão impuros para vocês; não poderão comê-los. Porém, no quarto ano, todo fruto dessas árvores será santo, será oferta de louvores ao Senhor. No quinto ano, vocês poderão comer os frutos para que as árvores aumentem a sua produção. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS.
— Não comam nada que tenha sangue. Não façam adivinhações nem pratiquem magia.
— Não cortem o cabelo nas têmporas, nem danifiquem as pontas da barba. Pelos mortos não façam cortes no corpo, nem ponham marca nenhuma sobre vocês. EU SOU O SENHOR.
— Não desonre a sua filha, fazendo dela uma prostituta, para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade. Guardem os meus sábados e reverenciem o meu santuário. EU SOU O SENHOR.

— Não se voltem para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procurem, pois vocês serão contaminados por eles. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS. Fique em pé na presença dos idosos, honre a presença do ancião e tema o seu Deus. EU SOU O SENHOR.
— Não oprimam o estrangeiro que peregrinar na terra de vocês. Tratem o estrangeiro que peregrina entre vocês como tratam quem é natural da terra; amem o estrangeiro como amam a vocês mesmos, pois vocês foram estrangeiros na terra do Egito. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS.
— Não cometam injustiça no juízo, nem na vara para medir, nem no peso, nem na quantidade. Tenham balanças justas, pesos justos e medidas de cereais e de líquidos que sejam justas. EU SOU O SENHOR, O DEUS DE VOCÊS, que os tirei da terra do Egito.
Guardem todos os meus estatutos e cumpram todos os meus juízos. EU SOU O SENHOR.”

Já vimos, considerando os primeiros versículos do salmo 119, que são bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor e que guardam os testemunhos de Deus e o buscam de todo o coração; os que não praticam iniquidade e os andam nos seus caminhos. O salmista ainda escreve que Deus ordenou os Seus preceitos para que sejam cumpridos à risca. E nos versículos seis e sete o salmista expressa o seu desejo e a sua oração: “Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos. Então não terei de que me envergonhar, quando considerar todos os teus mandamentos”.

A tragédia das tragédias aconteceu quanto Adão e Eva, nossos primeiros pais, desrespeitaram o mandamento de Deus, não o levaram em consideração e assim o pecado entrou no mundo, como lemos em Gênesis 3:18-21. A consequência ENTÃO, imediata, foi que Adão e Eva cobriram-se com folhas de figueira, sentindo-se nus e escondendo-se da presença de DEUS entre as árvores do jardim do Édem, demonstrando assim a sua vergonha, que numa das definições do dicionário significa sentimento penoso por ter cometido uma falta. E que falta!

Tristemente, desde a queda, a razão de todos os males que afetam a raça humana é exatamente esta rebelião e desobediência para com o Criador do Universo. Sua Palavra é desprezada. Por quê? Há algo absurdo nas orientações de Deus? Qual o problema nos mandamentos de Deus? Por que o sentimento de vergonha em obedecer ao Senhor? É algo completamente insensato, mas é o que acontece. O profeta Jeremias fez dois registros tocantes:

  • Jeremias 6:10-19 – “A quem falarei e testemunharei, para que ouçam? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos e não podem ouvir. Eis que a palavra do Senhor é para eles objeto de deboche; não gostam dela. Por isso, estou repleto da ira do Senhor; estou cansado de guardá-la dentro de mim. Derrame-a sobre as crianças pelas ruas e sobre os jovens nas suas reuniões. Porque até o marido e a mulher serão presos, e também os velhos e os que têm idade avançada. As suas casas serão entregues a outros, os campos e também as mulheres, porque estenderei a mão contra os habitantes desta terra, diz o Senhor. Porque desde o menor deles até o maior, cada um se dá à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade. Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Será que ficaram envergonhados, porque cometeram abominação? Não, eles não ficaram com vergonha. Eles nem sabem o que é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o Senhor. Assim diz o Senhor: Ponham-se à beira dos caminhos e olhem; perguntem pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andem por ele e vocês acharão descanso para a sua alma. Mas eles dizem: Não andaremos nele. Também pus atalaias sobre vocês, dizendo: Fiquem atentos ao som da trombeta. Mas eles dizem: Não escutaremos. Portanto, escutem, ó nações, e saiba, ó congregação, o que vai acontecer com eles! Ouça, ó terra! Eis que eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos, porque não estão atentos às minhas palavras e rejeitam a minha lei.”
  • Jeremias 8:5-12 – “Por que, então, este povo de Jerusalém se afasta, em contínua rebeldia? Persiste no engano e não quer voltar. Eu escutei e ouvi, mas eles não falam o que é reto. Ninguém se arrepende da sua maldade. Ninguém pergunta: O que foi que eu fiz de errado? Cada um se afasta e segue o seu caminho como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha. Até a cegonha no céu conhece as suas estações, e a rolinha, a andorinha e o grou observam o tempo da sua migração. Mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor. Como vocês podem dizer: Somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Na verdade, a falsa pena dos escribas a transformou em mentira. Os sábios serão envergonhados, aterrorizados e presos. Eis que rejeitaram a palavra do Senhor. Que sabedoria é essa que eles têm? Portanto, darei as mulheres deles a outros homens, e os seus campos, a novos possuidores. Porque, desde o menor deles até o maior, cada um está entregue à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade. Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Será que eles ficaram envergonhados por cometerem abominação? Não, eles não ficaram com vergonha. Eles nem sabem o que é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o Senhor.”

Estamos distantes do salmista há milhares de anos e, lamentavelmente há pessoas, nos dias de hoje, que se colocam acima de Deus e fazem seus julgamentos particulares, colocando seus pensamentos em primeiro lugar, considerando que o Senhor estava equivocado em certos preceitos, ou que as épocas mudaram e eles entendem que precisam fazer adaptações, e acabam, com esta atitude, por rejeitarem literalmente a Palavra de Deus. É muito triste ver que este comportamento tem sido constante em toda a história – a rejeição e a desobediência à Palavra de Deus. Ninguém tem o direito de selecionar os princípios que lhe parecem mais convenientes ou favoráveis e rejeitar outros, pois isto só demonstra rebelião para com as ordens claras de Deus, ordens estas que o salmista sabiamente afirmou, precisam ser obedecidas à risca.

É necessário ler, ouvir, compreender e guardar no coração o que Jesus Cristo afirmou categoricamente: “Não pensem que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, mas para cumprir. Porque em verdade lhes digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que desrespeitar um destes mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado mínimo no Reino dos Céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus. Porque eu afirmo que, se a justiça de vocês não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrarão no Reino dos Céus”. (Mateus 5:17-20). O fato é que há muitos que raciocinam que por terem confiado em Jesus Cristo, isto lhes dá o direito de rejeitarem as escrituras do Antigo Testamento. Isto é totalmente equivocado.

Sim, Jesus Cristo libertou todos que nEle creem da maldição da lei, foi feito pecado por todos eles, libertou-os da perdição eterna, deu-lhes uma nova vida, mas jamais poderemos nos esquecer do que Ele mesmo afirmou: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, vão me dizer: Senhor, Senhor, nós não profetizamos em seu nome? E em seu nome não expulsamos demônios? E em seu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Eu nunca conheci vocês. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal.” (Mateus 7:21-23).

O apóstolo Paulo também deixou este alerta: “Ou vocês não sabem que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não se enganem: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem afeminados, nem homossexuais, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1 Coríntios 6:9-11).

  • Que libertos pelo sangue de Cristo, consideremos momento a momento a Palavra do SENHOR, e lembremo-nos que Jesus afirmou: “Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos” (Lucas 9:26).
  • Que pensemos nas palavras de Paulo: “…estou pronto a anunciar o evangelho…..Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.” (Romanos 1:15,16).
  • Que pensemos também nas palavras de João: “Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.” (Apocalipse 16:15).

Consideremos em oração esta importante declaração do Novo Testamento: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Afaste-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor. Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu senhor, estando preparado para toda boa obra. Fuja das paixões da mocidade. Siga a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” (2 Timóteo 2:19-22).

Os que, de fato, pertencem ao Senhor, são aqueles que se firmam na Palavra de Deus e que a seguem sabendo que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16,17).

Não importa qual a época, há uma palavra registrada pelo profeta Isaías que permanece: “Mas eis para quem olharei: para o aflito e abatido de espírito e que treme diante da minha palavra.” (Isaías 66:2).

E ao abrirmos o último livro da Bíblia Sagrada, lemos: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando o seu anjo, deu a conhecer ao seu servo João, que atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:1-3).

Estamos dispostos a pagar o preço de sermos um destes bem-aventurado? E dispostos a dizer como o salmista: “Então não terei de que me envergonhar, quando considerar todos os teus mandamentos.” (Salmo 119:6)?

E podemos dizer: SIM, tão somente porque “todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e quem ama aquele que o gerou ama também o que dele é nascido. Nisto sabemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de guardar. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1 João 5:1-5).

E podemos atender a recomendação deixada pelo apóstolo Paulo: “Assim, meus amados, como vocês sempre obedeceram, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvam a sua salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que sejam irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual vocês brilham como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida.” (Filipenses 2:12-16).

GUARDAR A PALAVRA TRAZ GRANDE RECOMPENSA

A Palavra é qual espada afiada,
Que desnuda a alma e não esconde nada,
Pra que sejam os pecados revelados,
Nomeados, com tristeza, confessados,

Para que andemos sempre humildemente,
Do Senhor inteiramente dependentes,
Livres da insensatez, da hipocrisia,
Livres da dura altivez, da rebeldia.

Haveria, por acaso, recompensa,
Que pudesse ser melhor ou mais imensa,
Do que estar com Jesus Cristo parecido,
Tendo em nós o Seu caráter refletido,

Para ações, motivações e reações,
No viver diário, em nossas relações,
Fosse então pra todo mundo demonstrado,
Que o Senhor o nosso ser tem transformado?

A Palavra de Deus quando respeitada,
E também quando estudada e amada,
Pouco a pouco, vai sendo compreendida;
Mas no instante em que é obedecida,

Torna-se mais preciosa que o ouro,
Para o crente é sempre o maior tesouro,
Alimento doce pra quem nela pensa,
Em obedecê-la há grande recompensa.

Sua Palavra nos conduz à adoração,
Enche o nosso coração de gratidão.
Na Palavra está nossa sabedoria,
Meditá-la é nossa maior alegria.

No pensar, e no falar, e no agir,
Tua Palavra vai, ó Deus, nos conduzir,
E nos deixe ó Deus ter essa recompensa:
Sermos agradáveis na Tua presença!

Gilberto Celeti

“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”. (Mateus 24:35).

“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar há grande recompensa. Quem há que possa discernir as suas próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo; que ela não me domine. Então serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Salmo 19:10-14).

QUÃO BONDOSO AMIGO É CRISTO

Ouça este hino acessando:
https://www.youtube.com/watch?v=ReKbZEEoSIE

Quão bondoso Amigo é Cristo,
Revelou-nos seu amor;
E nos diz que lhe entreguemos
Os cuidados, sem temor.
Falta ao coração dorido
Gozo, paz, consolação?
É porque nós não levamos
Tudo a ele, em oração.

Andas triste e carregado
De pesares e de dor?
A Jesus, eterno abrigo,
Vai, com fé, teu mal expor.
Teus amigos te desprezam?
Conta-lhes isso em oração,
E, por seu amor tão terno,
Paz terás no coração.

Cristo é verdadeiro Amigo!
Disto prova nos mostrou,
Quando, para resgatar-nos,
Ele, humilde, se encarnou.
Derramou precioso sangue
Para nos purificar!
Gozo, em vida e no futuro,
Já podemos alcançar!

Joseph Medlicott Scriven (1819-1886)

Joseph Scriven nasceu na Irlanda. Sua noiva se afogou acidentalmente em 1843, na noite anterior ao casamento. Em 1845, aos 25 anos, Scriven migrou para o Canadá.

Em 1855 recebeu notícias da Irlanda de que sua mãe estava terrivelmente doente. Ele escreveu um poema para confortar sua mãe chamado “Ore Sem Cessar”. Por volta de 1857 novamente se apaixonou e estava prestes a se casar, mas em agosto de 1860 sua noiva de repente adoeceu de pneumonia e morreu. Ele então dedicou o resto de sua vida a ensinar, pregar e ajudar os outros.

Ele escreveu muitos poemas. Um deles, o hino “Quão bondoso amigo é Cristo”, foi musicado por Charles C. Converse. Scriven nem sonhou que seu poema seria publicado e mais tarde se tornaria um hino favorito entre os milhões de cristãos ao redor do mundo. A letra deste hino reflete o quando ele teve o seu coração dorido, carregado de pesares e de dor. Em 1869, Scriven publicou uma coleção de 115 hinos. Em 1886 ele foi encontrado afogado.

Charles Crozat Converse (1832-1918)

Charles Converse nasceu nos Estados Unidos, tendo estudado direito e música na Alemanha. Atuou também como compositor de canções para a Igreja. Se notabilizou por musicar as palavras de Joseph Scriven do hino “Quão bondoso amigo é Cristo”.

Este Hino faz parte de vários hinários na língua portuguesa, entre eles:
200 – Harpa Cristã
386 – Hinário Evangélico
159 – Novo Cântico – a letra inserida acima faz parte deste hinário,
140 – Salmos e Hinos

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UMA HISTÓRIA DE FÉ E ESPERANÇA

Era uma vez um homem que tinha tudo para figurar nas páginas policiais dos jornais como marginal. O seu nome é Jabez e sua história é tão breve que quase passa despercebida entre os muitos nomes de descendentes de Judá: Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel dizendo:

Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido“. (1 Crônicas 4.9-10).

O drama de Jabez vem do berço, já que as circunstâncias do seu nascimento são as piores possíveis. O menino recebeu esse nome para sua mãe lembrar o sofrimento que tivera ao dar à luz. Aliás, o nome Jabez significa isso: “o infeliz, o que sofre”. Imagine alguém receber um nome que faz lembrar as dores de sua mãe! Quanta gozação Jabez deve ter recebido dos colegas de escola ou da vizinhança: “Ó sofredor! Ó triste! Ó infeliz!”.

A experiência de Jabez aponta para dois cuidados básicos, que todos os pais devem ter. O primeiro: não dar nomes sem sentido ou ridículos para os filhos. Há crianças marcadas para sempre, porque seu nome é grotesco, dando margem para zombaria. O segundo: os pais devem evitar transferir para os filhos seus traumas, problemas, decepções e dores. Essas coisas, quando lançadas sobre as crianças, poderão se tornar fardos pesados demais para elas.

No caso de Jabez, deu a volta por cima. Ele mostra que começo desfavorável não é justificativa para vida de derrota. O seu futuro pode ser diferente do seu passado. Isso aconteceu com Jabez. Diz a Bíblia: “Foi Jabez foi mais ilustre do que seus irmãos“. Qual foi o segredo da virada? Ele invocou o Deus de Israel. Pela fé somos tirados do fracasso, da dor e conduzidos ao triunfo. “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo…” (2 Coríntios 2.14).

A oração específica de Jabez é uma pérola preciosa! É algo elevado e desafiador. Cada cristão deve orar de modo semelhante.

Oh! Tomara me abençoes”, orou Jabez. O homem percebeu quão pobre era. Ao mesmo tempo, compreendeu que Deus poderia enriquecê-lo com sua bênção. Aquele foi um pedido conforme a vontade divina, pois Ele tem prometido suprir em glória por Cristo, cada uma das nossas necessidades (Filipenses 4.19).

Continuou: “E me alargues as fronteiras”. Ele sentia-se preso ao passado. Parece que desenvolveu uma imagem negativa de si mesmo. Então, pede libertação daquilo que o impede de ir adiante. Ele deseja andar com maior largueza, com fronteiras mais amplas.

Que seja comigo a tua mão e me preserves do mal”. Através deste novo pedido, compreendemos que também sentia-se fraco. Reconhece Deus como todo-poderoso, como aquele que dá força ao fraco e levanta o abatido. Como disse Paulo: “O poder (de Cristo) se aperfeiçoa na fraqueza…” (2 Coríntios 12.9).

E por fim, Jabez pede contentamento: “Não me sobrevenha aflição”. Com estas palavras, Jabez mostra-se um homem sofrido, aflito, como diz o seu nome. Contudo, não ficou lamentando pela vida. Ele orou a Deus pedindo paz e alegria plena, que independem de circunstâncias favoráveis. Você também sente-se como Jabez? Confie a Deus suas desventuras. Acredite: Ele poderá fazer do seu limão uma limonada.

A história de Jabez termina assim: “E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido”. Deus quer nos conduzir a vitória. Que grande esperança traz a biografia de Jabez! Traz a certeza de que Deus pode mudar completamente a vida de alguém que confia nele, mesmo sendo uma alma aflita, como Jabez.

Antônio Paulo de Oliveira (1951-2021)

Breve Histórico:

O Pr. Antônio Paulo de Oliveira, com sua esposa Ana Lúcia Sicsu de Oliveira serviu 13 anos como missionário na APEC (1975-1988) e 33 anos como pastor na Igreja Batista Regular (1988-2021). Pastoreou a Igreja Batista Regular Central em Boa Vista/RR (1988-2000). Depois veio para a Igreja Batista Regular do Bairro Assunção em São Bernardo do Campo/SP (2000-2020). Em dezembro de 2020 retornou para Boa Vista para pastorear a Igreja Batista Regular Calvário, onde ficou pouquíssimo tempo (12/2020–02/2021), pois tanto ele como sua esposa, devido à Covid 19, foram chamados pelo Senhor à Sua presença, no céu.

Durante todos estes anos, seu coração, como o de sua esposa sempre estiveram ligados à APEC. A. Paulo foi professor em diversos Cursos, conferencista nos Simpósios e Congressos, articulista da Revista “O Evangelista de Crianças” e membro da Diretoria Nacional, exercendo a presidência muitas vezes.

Durante os anos do seu pastorado, a cada semana, eu recebia uma preciosa mensagem do meu amigo, Pr. Antônio Paulo de Oliveira. Algumas de suas mensagens semanais (quase todas com o sabor de crônicas), foram reunidas em dois livros: “No Passo dos Meninos”, uma publicação da APEC e “Coisas do Alto”, uma publicação da Bunker Editorial. Este último, lançado também no início de 2021, lamentavelmente o Pr. Antonio Paulo não chegou a tê-lo em mãos.

Estou certo que o Pr. Antônio Paulo teria uma alegria imensa que suas mensagens fossem abençoadoras para o maior número de pessoas possível, razão pela qual a cada semana estamos enviando para nossos contatos. Pode também compartilhar para seus amigos.

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NO PASSO DOS MENINOS

COISAS DO ALTO

O PASSARINHO E A SOBERANIA DE DEUS

“Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai.” (Mateus 10:29).

Permaneço assentado junto à mesa de jantar de minha sala onde leio e estudo a Bíblia. Como a tarde está fria, mantenho a cortina aberta mas o vidro fechado. De repente, ao olhar para o parque do outro lado da rua, percebo um passarinho voando rápido em minha direção, até se arrebentar contra o vidro da janela, e ser lançado por terra, morto. O vidro ficou manchado de sangue e eu fiquei consternado, morrendo de pena do bichinho.

O acidente me trouxe à memória a Palavra de Cristo registrada em Mateus 10:29, segundo a qual, nenhum passarinho cai sem Deus permitir. Este verso se constitui notável declaração da soberania de Deus. Poucas doutrinas bíblicas são tão abrangentes, maravilhosas e surpreendentes quanto esta. A soberania trata da posição e do governo de Cristo como rei do universo. O seu poder é tanto que nada foge ao seu controle, nem mesmo as coisas consideradas pequenas ou acidentais, como a morte de um passarinho. Jesus Cristo garante que nada acontece no mundo sem o consentimento divino.

O lado maravilhoso desse conceito reside no fato de que Deus interfere nos planos, nos mecanismos e atividades do mundo, determinando com precisão o que, quando e como tudo deve ocorrer, bem como interferindo ou impedindo que certas ações aconteçam ou alterando o desfecho dos planos contrários à sua vontade. Quando se considera a complexidade de ações desse mundo superpovoado, esta verdade se torna quase incompreensível.

Uma das melhores ilustrações bíblicas da soberania de Deus aparece na vida de José do Egito. No final de sua vida, ao resumir sua longa e sofrida história, reconhece a ação soberana de Deus, até nas situações mais dolorosas e injustas, vividas ainda na casa de seu pai. De princípio, José parecia confirmar a lei de Murphy: o que é ruim, vai ficar pior. Se em casa a inveja e falta de gentileza eram ruins, a coisa ficou pior quando seus irmãos tentaram exterminá-lo nos campos de Dotã e pior ainda quando o venderam aos midianitas, para depois ser levado como escravo para o Egito.

É certo que na nova terra o jovem teve algum alívio, embora passageiro. Na terra do Nilo, foi escravo do comandante da guarda do Faraó, onde obteve promoção e reconhecimento, mas teve também que enfrentar tentações diárias. Ao se recusar manter um caso com a mulher de seu senhor, José foi jogado na prisão. Até ali a lei de Murphy se estabelecia na experiência do jovem hebreu. Por que Deus permitia tanto sofrimento? O que Deus queria afinal? Por que Ele não intervinha? Onde estava Deus? Deus estava ali, ao seu lado. Diz Gênesis 29:21: “O Senhor era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro”.

Na verdade, Deus era bondoso com o jovem, à medida que o treinava para maiores coisas. José não estava sob a lei de Murphy. Deus estava governando sobre as circunstâncias, para o seu bem, mas o entendimento deste mistério só obteve anos mais tarde, quando disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; mas Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.” (Gênesis 50:20).

O desfecho inesperado e glorioso que Deus deu a José, tirando-o da masmorra para o palácio, deixa claro que o Senhor governa sobre tudo, até mesmo sobre as maldades e ataques dos homens. Mesmo que permita que as pessoas elaborem seus planos, muitos deles sórdidos. No final, triunfa sobre os planos humanos, estabelecendo sua vontade soberana. No caso de José, Deus interferiu até mesmo na vida do pagão Faraó, fazendo-o admitir um escravo hebreu em sua presença, aceitando suas palavras e conselhos, chegando a exaltá-lo como a segunda pessoa do seu país.

Certamente há um paralelo entre Gênesis 50:20 e Romanos 8:28 que afirma: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

A doutrina da soberania de Deus deve ajudar o crente a ter paciência, esperança, paz, resignação e fé diante das dores da vida, pois no final, tudo há de contribuir para o seu bem, como se deu com José, pois nada acontecerá neste mundo sem Deus consentir. Nem mesmo o acidente de um passarinho, no vidro de sua janela.

Antônio Paulo de Oliveira (1951-2021)

Breve Histórico:

O Pr. Antônio Paulo de Oliveira, com sua esposa Ana Lúcia Sicsu de Oliveira serviu 13 anos como missionário na APEC (1975-1988) e 33 anos como pastor na Igreja Batista Regular (1988-2021). Pastoreou a Igreja Batista Regular Central em Boa Vista/RR (1988-2000). Depois veio para a Igreja Batista Regular do Bairro Assunção em São Bernardo do Campo/SP (2000-2020). Em dezembro de 2020 retornou para Boa Vista para pastorear a Igreja Batista Regular Calvário, onde ficou pouquíssimo tempo (12/2020–02/2021), pois tanto ele como sua esposa, devido à Covid 19, foram chamados pelo Senhor à Sua presença, no céu.

Durante todos estes anos, seu coração, como o de sua esposa sempre estiveram ligados à APEC. A. Paulo foi professor em diversos Cursos, conferencista nos Simpósios e Congressos, articulista da Revista “O Evangelista de Crianças” e membro da Diretoria Nacional, exercendo a presidência muitas vezes.

Durante os anos do seu pastorado, a cada semana, eu recebia uma preciosa mensagem do meu amigo, Pr. Antônio Paulo de Oliveira. Algumas de suas mensagens semanais (quase todas com o sabor de crônicas), foram reunidas em dois livros: “No Passo dos Meninos”, uma publicação da APEC e “Coisas do Alto”, uma publicação da Bunker Editorial. Este último, lançado também no início de 2021, lamentavelmente o Pr. Antonio Paulo não chegou a tê-lo em mãos.

Estou certo que o Pr. Antônio Paulo teria uma alegria imensa que suas mensagens fossem abençoadoras para o maior número de pessoas possível, razão pela qual a cada semana estamos enviando para nossos contatos. Pode também compartilhar para seus amigos.

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INTERCESSÃO PELA PÁTRIA

Divino Salvador,
Contempla com favor
Nosso País!
Dá-nos interna paz,
Governo bom, capaz,
Dita que satisfaz,
Sorte feliz.

Confiamos só em Ti,
Vem dominar aqui,
Ó Rei dos reis!
Dirige o pátrio lar,
Ensina a governar
Conforme o Teu mandar,
Por justas leis.

Ao Presidente, ó Deus,
Inspira lá dos céus
O Teu temor;
Que possa bem cumprir
O seu mandato e ouvir,
De todo o povo aqui,
Real louvor.

A nossa Pátria tem
Sustento e todo bem
De Ti, Senhor!
Aos pobres dá comer,
Aos ricos faze ver
Como convém viver
Em mútuo amor!

Do crime e rebelião
Concede a proteção
Que é divinal.
Guardar-nos vem, Senhor,
De guerras, e terror!
Sê nosso defensor,
Desvia o mal.

Poder supremo tens!
Depara os altos bens
Da salvação!
Brilhe a benigna luz
Que o Teu favor produz!
Reine o Senhor Jesus
Sobre a nação! Amém.

Letra de Sarah P. Kalley (1825-1907)
Melodia: “Thesaurus musicus”, 1740

Se você não conhece a melodia pode acessar este link:
https://www.youtube.com/watch?v=yPLg8VfjIGo

Observação: A letra utilizada aqui é do Novo Cântico Hinário Presbiteriano (376). Este hino pode ser encontrado também no Hinário Evangélico (490), Hinário Luterano (513) e no Salmos e Hinos (627).

DESAFIO: Cada dia desta semana, cantar este hino em oração, para que o presidente a ser eleito no dia 30 de outubro seja instrumento para abençoar cada pessoa que vive no Brasil

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QUALIFICATIVOS DE CRISTO

“Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas, eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” (Apocalipse 1.17-18).

Após ficar inconsciente e cair diante do Senhor, João acordou com Cristo falando com ele. Ele se apresenta através de três atributos: Eu sou… aquele que vive (DIVINDADE); estive morto (HUMANIDADE); eis que estou vivo pelos séculos dos séculos (ETERNIDADE).

O atributo da DIVINDADE diferencia o Senhor dos ídolos mortos, pois Ele é “o caminho e a verdade e a vida” (João 14.6). É o único Deus verdadeiro (1 Tessalonicenses 1.9). Toda a Bíblia apresenta Deus como ser vivo, além de lhe atribuir a causa de toda vida. Pertencem a Ele, igualmente, a sustentação e manutenção das coisas criadas. No caso dos crentes, é claro que Deus tem propósito na vida de cada um deles (Efésios 2.10).

Com base nessa verdade, o Senhor desafia João a não temer. Não temas, aliás, foi sempre uma expressão presente nos lábios do Senhor. Aparece 19 vezes nos evangelhos. É UMA MENSAGEM ADEQUADA PARA O MOMENTO DE INCERTEZAS E TEMOR QUE VIVEMOS, QUANDO O NOTICIÁRIO INSPIRA PAVOR COM O QUE PODERÁ ACONTECER HOJE OU AMANHÃ. Levanta dúvida sobre a saúde, o emprego, o futuro dos filhos, com o destino do mundo… Mas, através da fé, o Senhor poderá nos afastar do pavor generalizado na sociedade.

O segundo qualitativo mostrado a João é a HUMANIDADE de Cristo. Nesta condição, ele experimentou a morte, como todos os homens. Estive morto, disse o Senhor a seu servo. Estas palavras devem ter ativado a memória do apóstolo, fazendo-o lembrar de sua condição como testemunha dos sofrimentos do Salvador. Ele esteve presente na prisão, julgamento e morte de Cristo. Ficou ao pé da cruz até à morte e acompanhou o funeral dele liderado por Nicodemos e José de Arimatéia. Contemplou Jesus como um Cordeiro como tendo sido morto (Apocalipse 5.6). Mas, foi também o primeiro discípulo a compreender e crer na ressurreição (João 20.8). Para João, era maravilhoso saber que a história do Mestre não terminara no sepulcro. É certo que esteve morto, mas vive. E, como revelou, tem as chaves da morte e do inferno.

Isto deve fazer o crente não temer a morte, em si, nem o que vem após ela. Pois pela ressurreição, Cristo tirou o poder e o aguilhão da morte. Ele sabe e exerce controle sobre tudo que vem depois de passarmos deste mundo.

O terceiro atributo é talvez o mais glorioso: trata-se da ETERNIDADE. “Eis que estou vivo pelos séculos dos séculos”. Este é um conceito difícil de ser absorvido e explicado, pois tudo que conhecemos tem começo e fim. Isso é verdade sobre o tempo. Sobre a criação. Sobre a civilização humana, incluindo as obras e biografias dos grandes vultos da história. Cristo, porém, é eterno. Com diz Hebreus 13.8: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”. Ao mesmo tempo, é maravilhoso e inexplicável saber que não teve começo nem terá fim. Não enfraquece, envelhece, nem perde a memória, como certos velhinhos. É falsa e antibíblica a representação de Deus num quadro antigo, onde a trindade aparece junta: Cristo como um menino, o Espírito Santo em forma de pomba e Deus como um velhinho de barba branca. Decididamente, Deus não envelhece.

Mas, o melhor é que passaremos a eternidade na gloriosa presença de nosso todo suficiente Salvador!

Antônio Paulo de Oliveira (1951-2021)

Breve Histórico:

O Pr. Antônio Paulo de Oliveira, com sua esposa Ana Lúcia Sicsu de Oliveira serviu 13 anos como missionário na APEC (1975-1988) e 33 anos como pastor na Igreja Batista Regular (1988-2021). Pastoreou a Igreja Batista Regular Central em Boa Vista/RR (1988-2000). Depois veio para a Igreja Batista Regular do Bairro Assunção em São Bernardo do Campo/SP (2000-2020). Em dezembro de 2020 retornou para Boa Vista para pastorear a Igreja Batista Regular Calvário, onde ficou pouquíssimo tempo (12/2020–02/2021), pois tanto ele como sua esposa, devido à Covid 19, foram chamados pelo Senhor à Sua presença, no céu.

Durante todos estes anos, seu coração, como o de sua esposa sempre estiveram ligados à APEC. A. Paulo foi professor em diversos Cursos, conferencista nos Simpósios e Congressos, articulista da Revista “O Evangelista de Crianças” e membro da Diretoria Nacional, exercendo a presidência muitas vezes.

Durante os anos do seu pastorado, a cada semana, eu recebia uma preciosa mensagem do meu amigo, Pr. Antônio Paulo de Oliveira. Algumas de suas mensagens semanais (quase todas com o sabor de crônicas), foram reunidas em dois livros: “No Passo dos Meninos”, uma publicação da APEC e “Coisas do Alto”, uma publicação da Bunker Editorial. Este último, lançado também no início de 2021, lamentavelmente o Pr. Antonio Paulo não chegou a tê-lo em mãos.

Estou certo que o Pr. Antônio Paulo teria uma alegria imensa que suas mensagens fossem abençoadoras para o maior número de pessoas possível, razão pela qual a cada semana estamos enviando para nossos contatos. Pode também compartilhar para seus amigos.

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SALMO 119 – ASAF – VERSO 5

“Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos.” (Salmo 119:5).

Neste primeiro bloco de oito versículos (Salmo 119:1-8), todos iniciados com a letra ALEF, o salmista, faz afirmações mostrando que uma pessoa somente pode ser bem-aventurada se respeitar e obedecer a Palavra de Deus.

No verso cinco, que estamos considerando agora, este é p texto em hebraico: אַחֲלַי יִכֹּנוּ דְרָכָי לִשְׁמֹר חֻקֶּיךָ – Examinando palavra por palavra temos: אַחֲלַי – ACHALAY – Oxalá / יִכֹּנוּ – YKONU – fossem firmados / דְרָכָי – DËRÅKHÅY – (os) meus caminhos / לִשְׁמֹר – LISHËMOR – para guardar / חֻקֶּיךָ: – CHUQEYKHA: – (os) teus estatutos. – “Oxalá fossem firmados os meus caminhos para guardar os teus estatutos”

A primeira palavra “אַחֲלַי”, expressa um desejo intenso que algo aconteça, podendo ser traduzido por “tomara que”, ou “quem dera”, ou “oxalá” ou ainda “meu grande desejo é”.

É como se o salmista, reconhecendo sua necessidade pessoal de submeter-se obedientemente aos preceitos do Senhor, com a sua alma ansiosa, suspirasse diante de Deus e expondo o seu desejo, o seu pedido: “Senhor, quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos”. A sua oração é: “Senhor, meu grande desejo é ser uma pessoa bem-aventurada”. Este é um pedido de alguém que sabe de sua própria dificuldade e limitação, que se sente, muitas vezes, fraco e falho.

Desde a queda, ocorrida no jardim do Éden, quando o desvio da ordem e da Palavra de Deus ocasionou a tragédia da entrada do pecado no mundo, todos os descendentes de Adão e Eva, sem exceção, nascem com uma natureza pecaminosa. Somos assim, totalmente propensos a nos desviar do caminho reto indicado pela Palavra de DEUS, por isso é absolutamente necessário sempre suplicar: “SENHOR, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do Teu Nome.” (Salmo 23:3). E podemos também, se desejamos ser abençoados, seguir o salmista nesta oração, tendo o mesmo desejo sincero: “Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos.” (Salmo 119:5).

Refletindo atentamente nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, quando terminamos a leitura do capítulo quatro, o primeiro texto após a queda e a expulsão do homem e da mulher do Paraíso, podemos, sem qualquer sombra de dúvida dar o seguinte título a este capítulo: OS DOIS CAMINHOS! Sim ali se descortina o que chamaríamos o caminho daquele que se aproxima de Deus, crendo e obedecendo a Sua Palavra – O CAMINHO DE ABEL (o caminho da santidade); e o caminho daquele que se afasta de Deus, pois está exatamente fazendo o contrário do que Deus determina e que prefere seguir seu próprio caminho – O CAMINHO DE CAIM (o caminho da impiedade).

Para o salmista, familiarizado com as Escrituras do Antigo Testamento, isto está muito claro, não só no desdobramento histórico que culminou na catástrofe que foi o Dilúvio, o juízo de Deus que não suportava mais a violência e a desobediência da sociedade humana, pois lemos que o “Senhor viu que a maldade das pessoas havia se multiplicado na terra e que todo desígnio do coração delas era continuamente mau. Então o Senhor ficou triste por haver feito o ser humano na terra, e isso lhe pesou no coração. O Senhor disse: Farei desaparecer da face da terra o ser humano que criei. Destruirei não apenas as pessoas, mas também os animais, os seres que rastejam e as aves dos céus; porque estou triste por havê-los feito. Porém Noé encontrou favor aos olhos do Senhor. São estas as gerações de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Deus olhou para a terra, e eis que estava corrompida; porque todos os seres vivos haviam corrompido o seu caminho na terra. Então Deus disse a Noé: Resolvi acabar com todos os seres humanos, porque a terra está cheia de violência por causa deles. Eis que os destruirei juntamente com a terra.” (Gênesis 6:5-13). E temos um resumo impactante da vida de Noé registrado na carta aos Hebreus, no Novo Testamento: “Pela fé, Noé, divinamente instruído a respeito de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, construiu uma arca para a salvação de sua família. Assim, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.” (Hebreus 11:7).

No registro dos capítulos cinco e seis de Gênesis, é espantoso verificar que a maioria esmagadora seguia pelo “caminho da impiedade”, e apenas um homem, Noé, deve ter vivido em sua época orando como o salmista: “Oxalá fossem firmados os meus caminhos para guardar os teus estatutos”. Provavelmente o salmista poderia estar orando: “Senhor, ajuda-me a ser em minha época, como foi o Teu servo Noé, no passado”.

O salmista tinha conhecimento da história de seu povo, escolhido pelo Eterno Deus para ser canal de bênção para todas as nações, como está registrado em Gênesis 12:1-3: “O Senhor disse a Abrão: Saia da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai e vá para a terra que lhe mostrarei. Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção! Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da terra”. Seria a nação onde nasceria “o descendente da mulher” que esmagaria a cabeça de Satanás, a serpente enganadora, e que traria redenção ao ser humano. No plano eterno de Deus, o Redentor, o Salvador, nasceria como um judeu.

Israel seria também uma nação distinta de todas as outras, para atuar como um povo cuja história, existência e modo de agir, apontassem claramente para a pessoa do Eterno Criador, mantendo viva a expectativa da vinda do Redentor e Salvador. A história da libertação de Israel do Egito, por intermédio de Moisés, é a mais extraordinária história que se conhece a respeito de uma nação. E Deus disse a Moisés, quando os israelitas estavam diante do monte Sinai, para receber as leis, estatutos e mandamentos diretamente da parte de Deus, as seguintes palavras: “Assim você falará à casa de Jacó e anunciará aos filhos de Israel: Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de mim. Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é minha, e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel. Moisés foi, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. Então todo o povo respondeu a uma só voz: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.” (Êxodo 19:3-8). Será que o povo de Israel obedeceria às ordenanças e aos estatutos do Senhor?

A história de Israel mostra a dificuldade imensa que há no coração humano em andar de acordo com a vontade de Deus. Este povo, após ter saído do Egito, não entrou imediatamente na terra prometida por Deus, pela dureza do seu coração, pois mesmo tendo vivenciado o poder de Deus em tirá-los da escravidão do Egito, não confiaram no poder de Deus para colocá-los em Canaã. Ficaram andando durante quarenta anos, até que uma nova geração viesse a nascer e todos, exceto Josué e Calebe, fossem sepultados no próprio deserto.

No final destes quarenta anos, Moisés reúne esta nova geração, na planície do Jordão, sua última parada, e faz vários discursos, todos eles registrados no livro de Deuteronômio. Ele conta a todos a história da nação, advertindo-os sobre como deveriam andar a partir da nova fase que iniciariam sob o comando de Josué. No seu segundo discurso ficamos sabendo o que aconteceu por ocasião do recebimento dos mandamentos diretamente da parte de Deus. Moisés diz:

“Face a face o Senhor falou conosco, no monte, do meio do fogo. Naquela ocasião, eu me coloquei entre o Senhor e vocês, para lhes anunciar a palavra do Senhor, porque vocês ficaram com medo do fogo e não subiram o monte. E o Senhor disse:
(01)— Eu sou o Senhor , seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não tenha outros deuses diante de mim.
(02)— Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o Senhor , seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
(03)— Não tome o nome do Senhor, seu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
(04)— Guarde o dia de sábado, para o santificar, como o Senhor, seu Deus, lhe ordenou. Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus; não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento ou qualquer outro dos seus animais, nem o estrangeiro das suas portas para dentro, para que o seu servo e a sua serva descansem como você. Lembre-se de que você foi escravo na terra do Egito e que o Senhor, seu Deus, o tirou de lá com mão poderosa e braço estendido. Por isso o Senhor, seu Deus, ordenou que você guardasse o dia de sábado.
(05)— Honre o seu pai e a sua mãe, como o Senhor, seu Deus, lhe ordenou, para que você tenha uma longa vida e para que tudo vá bem com você na terra que o Senhor, seu Deus, lhe dá.
(06)— Não mate.
(07)— Não cometa adultério.
(08)— Não furte.
(09)— Não dê falso testemunho contra o seu próximo.
(10)— Não cobice a mulher do seu próximo. Não deseje a casa do seu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.

“São estas as palavras que o Senhor falou a toda a congregação de vocês, junto ao monte. Ele falou do meio do fogo, da nuvem e da escuridão, com voz forte, e nada acrescentou. Ele escreveu essas palavras em duas tábuas de pedra, e as deu para mim. Quando ouviram a voz que vinha do meio das trevas, enquanto o monte estava em chamas, vocês se aproximaram de mim, todos os chefes das tribos e os anciãos, e disseram:

“Eis que aqui o Senhor, nosso Deus, nos mostrou a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo. Hoje vimos que Deus fala com as pessoas e que elas permanecem vivas. Agora, pois, por que morreríamos? Pois este grande fogo nos consumirá! Se continuarmos a ouvir a voz do Senhor, nosso Deus, morreremos. Afinal, de toda a humanidade, quem é que ouviu a voz do Deus vivo falar do meio do fogo, como nós ouvimos, e permaneceu vivo? Aproxime-se você e ouça tudo o que o Senhor, nosso Deus, disser. Você nos dirá tudo o que o Senhor, nosso Deus, lhe disser. Nós ouviremos e cumpriremos o que for dito.

“Quando o Senhor ouviu o que vocês disseram, quando falavam comigo, o Senhor me disse: Eu ouvi as palavras que este povo lhe falou, e em tudo eles falaram muito bem. QUEM DERA que eles sempre tivessem tal coração, e sempre me temessem e guardassem todos os meus mandamentos! Assim tudo iria bem para eles e para os filhos deles, para sempre! Vá e diga-lhes que voltem para as suas tendas. Mas você fique aqui comigo, e eu lhe direi todos os mandamentos, estatutos e juízos que você lhes ensinará, para que os cumpram na terra que eu lhes darei para que seja deles.

“Tenham o cuidado de fazer como o Senhor, seu Deus, lhes ordenou. Não se desviem, nem para a direita nem para a esquerda. Andem em todo o caminho que o Senhor, seu Deus, lhes ordenou, para que vocês vivam, para que tudo lhes vá bem, e para que se prolonguem os seus dias na terra que irão possuir.” (Deuteronômio 5:4-33).

Sim, sem nenhuma sombra de dúvida, o salmista tinha conhecimento da história de seu povo que, lamentavelmente, como dissera o próprio DEUS: “QUEM DERA que eles sempre tivessem tal coração, e sempre me temessem e guardassem todos os meus mandamentos!” (Deuteronômio 5:29). A história aponta exatamente esta falha, e o salmista então mostra o seu desejo, de ter um coração diferente, que possa temer a Deus: “Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos.” (Salmo 119:5). O salmista sabe que a SANTIDADE VEM EM PRIMEIRO LUGAR.

O fato é que desde Caim e Abel, entre o caminho da impiedade e o caminho da santidade, a inclinação natural, devido ao pecado, tem sido pelo caminho da impiedade. E qual foi a diferença entre Caim e Abel? Foi que Abel, embora pecador, buscou a Deus oferecendo um cordeiro em sacrifício. Esta consciência de que, “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22), vai acompanhar todos os que seguem por este caminho e lemos a seu respeito que “pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas.” (Hebreus 11:4).

Ao formar o povo de Israel, o Senhor desejava, em primeiro lugar, que fosse uma nação santa, e a lei dada por Deus ao seu povo, da mesma maneira que expunha um coração inclinado para a desobediência e ao pecado, mostrava também, e isto fica evidente no livro de Levítico, a necessidade do sangue purificador. Podemos afirmar que os “santos” do tempo do Antigo Testamento, não foram os que cumpriram a lei, o que é impossível, mas sim os que confiaram na provisão de um cordeiro que os substituísse, derramando seu sangue em favor dos seus próprios pecados. Os santos do Antigo Testamento, tinham esta consciência para dizer de maneira contrita ao Senhor: “Quem dera fossem firmes os meus passos, para que eu observe os teus decretos.” (Salmo 119:5). Reconheciam suas faltas, se apropriavam do perdão e buscavam andar sempre de acordo com os princípios da Palavra de Deus.

Davi, no salmo 53 registra de maneira admirável o estado corrompido do coração humano e clama pela cumprimento da promessa da chegada do Redentor e Salvador prometido, desde a queda de Adão e Eva. O fato é que Deus formou uma nação para que este desejo fosse mantido e o padrão de santidade de Deus só mostrava mesmo a necessidade deste Salvador. Medite no que está escrito neste precioso salmo: “Diz o insensato no seu coração: ‘Não há Deus.’ Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem. Do céu Deus olha para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se desviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. Será que não entendem nada esses que praticam a iniquidade, que devoram o meu povo como se comessem pão e que não invocam a Deus? Ficam tomados de grande pavor, onde não há o que temer; porque Deus dispersa os ossos daqueles que cercam você; você faz com que fiquem envergonhados, porque Deus os rejeita. QUEM DERA QUE DE SIÃO VIESSE JÁ A SALVAÇÃO DE ISRAEL! Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, Jacó exultará e Israel se encherá de alegria”.

Agora, que vivemos nos tempos do Novo Testamento, temos o privilégio de saber que “quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração, e esse Espírito clama: “Aba, Pai!” Assim, você já não é mais escravo, porém filho; e, sendo filho, também é herdeiro por Deus”. (Gálatas 4:4-7). Sim, Jesus Cristo é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”! (João 1:29). E Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6). Crendo que Jesus morreu em nosso lugar, pelos nossos pecados, como está escrito: “Aquele (Jesus Cristo) que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5:21), somos feitos novas criaturas, perdoados, libertados, reconciliados com Deus, adotados como filhos de Deus, habitados pelo Espírito Santo, e herdeiros de Deus. É o milagre dos milagres!

E nesta condição não só oramos como o salmista: Ó Senhor, “oxalá fossem firmados os meus caminhos para guardar os teus estatutos”, mas buscamos também, no poder do Espírito Santo, andar em novidade de vida, em santidade, reconhecendo que o próprio Senhor nos desafia para que desenvolvamos a nossa salvação, com temor e tremor, como está registrado em Filipenses 2:12-16: “Porque Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que sejam irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual vocês brilham como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida”.

E, juntamente com todos os servos de Deus que viveram antes da vinda de Cristo, como os que viveram depois e com aqueles que estão vivos hoje, chegaremos todos a mesma conclusão do profeta: “Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao ser humano determinar o seu caminho, nem cabe ao que anda dirigir os seus passos”. (Jeremias 10:23).

AMANDO OUVIR A DEUS

É a vida, na verdade, um absurdo
Para aquele que com Deus se mostra surdo;
Pois embora tenha ouvidos não escuta,
E da direção de Deus jamais desfruta.

E Deus bem que se revela, e claramente,
A quem à Sua Palavra é obediente.
Necessário é ouvi-lo cada dia;
E amar Sua Palavra, que alegria!

Outras vozes permaneçam bem caladas,
Pois nos levam para direções erradas.
Seja o nosso compromisso com a verdade,
E vivamos sempre em graça e santidade.

Sim, são tantos os barulhos, os ruídos,
Mas somente à Tua voz damos ouvidos!
Teu ensino sempre aponta para a cruz,
E Tua poderosa voz diz: Só Jesus!

Gilberto Celeti

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi… Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus.” (Mateus 17:5b e 8).

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia!” (Salmo 119:97).

Gilberto Celeti

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